terça-feira, 26 de setembro de 2017

Lembrando o historiador

O historiador Osório Santana Figueiredo, grande nome da cultura gabrielense e a ex-vereadora e admirável política gabrielense, Sandra Xarão, num momento para a posteridade. (Foto: Arquivo de Sandra Xarão)

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

O adeus a Mário Fialho

Nem sempre fico sabendo rapidamente de coisas que acontecem em São Gabriel. Foi o que aconteceu agora, com o falecimento de um amigo de muitos anos, Mário Nadir Bicca Fialho. O óbito se deu num dia em que a alegria deveria ser a tônica, 20 de setembro, data em que os gaúchos, especialmente os gabrielenses, comemoram a data máxima do Estado. Mário lutava contra um câncer há vários meses.

Eu o conheci muito bem, como também a sua família. Era filho de dona Vilsa Bicca Fialho, mais conhecida por Dona Maria. Ela era uma torcedora ardorosa da antiga S.E.R. São Gabriel. Não perdia um só jogo e acompanhava o time em suas andanças por cidades do Rio Grande do Sul.

Em dias de jogo no Estádio Municipal Sílvio de Faria Corrêa, era ela que preparava o almoço para os jogadores, em sua própria casa, sempre auxiliada pela filha Maria, também torcedora do clube, garantindo uma boa economia nos cofres da agremiação.

Mário participou de diversas Diretorias da S.E.R. São Gabriel, especialmente quando o operador deste blog presidiu o clube das três cores. Foi dirigente destacado do Esporte Clube Independente, o rubro-negro amador da cidade.

E ainda fundou e dirigiu o Bloco Carnavalesco Mocidade Independente, que brilhou em muitos Carnavais da cidade. Participou ativamente da Banda Musical São Gabriel. E administrou o Estádio Municipal, no tempo em que o prefeito era o doutor Eglon Meyer Corrêa. E em todos os natais alegrava a criançada, como Papai Noel.

A Câmara Municipal, em 2015, com muita justiça, deu-lhe o título de “Gabrielense Emérito “, por indicação do vereador Sildo Cabreira (PDT).

Mário era pai de Paulo Alfredo, que foi um dos jogadores mis promissores que atuaram pela S.E.R. São Gabriel, em sua história. Jogou, ainda, pelo Internacional, de Santa Maria onde teve bela passagem. Muito novo deixou os gramados e foi morar em Rondônia, onde se encontra até hoje.

O carnavalesco Mário Fialho. (Foto: Magro Borin)

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Homenagem merecida

Achei muito interessante e verdadeiro o artigo escrito pelo amigo Bereci da Rocha Macedo, a respeito do amigo comum Gelmo Flores de Lima, comerciante do ramo de bar e lancheria, em São Gabriel, local que frequentei por muitos anos, quando morava na cidade.

O seu Lima, como é carinhosamente chamado, expele simpatia por todos os poros. Quando vou a São Gabriel, sempre sobra um tempinho para ir visitá-lo, tomar o café da manhã bem cedinho, ler as páginas esportivas de Zero Hora e mais tarde voltar para a cerveja amiga.

Por lá costumam ir muitos amigos, entre eles o próprio Bereci, o João Alfredo Bento Pereira, Flávio Lucca, Flávio Socca e antigamente o tenente Dutra, velho companheiro de pescarias, que há muitos anos não vejo.

Mas vamos ao que interessa, o bonito artigo do amigo Bereci, intitulado Gelmo Flores de Lima.

Natural de São Vicente do Sul, nascido no dia 10 de janeiro de 1935, o referido cidadão chegou para ficar na nossa querida São Gabriel no ano de 1970, há portanto, 47 anos.

Estabeleceu-se como comerciante, e, ao longo dos anos, foi logo conquistando uma clientela fiel pelo seu modo de tratar, mas principalmente pela disciplina, respeito e camaradagem reinantes em seus estabelecimentos, o que impera até os dias atuais.

Acompanho o “Seu Lima” desde os tempos da Rodoviária Velha à Rua Celestino Cavalheiro; na Praça Fernando Abbott; no Cine Vitória; na esquina da Rua Coronel Soares com a Rua Tristão Pinto; na própria Rua Tristão, na frente da Agência do IPERGS e hoje na Rua Mascarenhas de Moraes.

Todos têm a sua preferência, mas para mim nenhum dos locais onde o Gelmo se estabeleceu com seu comércio teve maior destaque do que o Bar à Rua Tristão Pinto, na frente do Ipê, talvez por ter sido o de maior frequência e se não me falha a memória, o mais duradouro.

De quando em vez era auxiliado nas tarefas mercantis pela sua mulher, dona Dora Paulina Del Duca que ele buscou em Bagé e de cuja união nasceu a Ana Antonieta e a Maria Luiza.

O Gercy, o Hero, ou Ero, o Pérsio, o Aladi (y) e o Gersio, todos irmãos que também se estabeleceram nesta cidade e muito contribuíram com o seu desenvolvimento. Inicialmente foram tratados carinhosamente de Irmãos Lima.

Foi no Bar do Lima à Rua Tristão Pinto que o João Alfredo Reverbel Bento Pereira debutou na vida de bar (e parece que gostou), pois até então ele desconhecia esse tipo de convivência, pelo menos aqui. Não sei se ele lembra, mas eu lembro perfeitamente.

Freqüentei muitos bares, mas acredito que o Bar do Lima marcou mais.

Aprendi ao longo da vida que as pessoas devem se impor e jamais impor, independente da atividade que exerçam e no Bar do Lima, que eu lembre, apesar da diversidade dos frequentadores, nunca houve alaúza, enfrentamentos e anarquia devido à imposição moral exercida pelo Gelmo. Todos o respeitam.

O Gelmo comprova minha teoria de que não é com bordoadas que se educa, mas sim com energia sustentada no respeito e no carinho.

De quando em vez ainda tomo o café da manhã no Bar do Lima, pois é o Gelmo quem faz o pastel (não é terceirizado). Em um dia desses estou tomando meu café e chegam dois cidadãos de Porto Alegre (dito por eles), um muito falante e o outro mais reservado. 

O falante disse: Quero tomar um café, como o desse cavalheiro, acompanhado de um pastel. O Gelmo prontamente serviu. Ao levar o dorso da mão no pastel o cidadão perguntou: Não dá para esquentá-lo? Ao que o Gelmo respondeu: Não. 

O homem retrucou: Mas está frio. O sério e impassível Gelmo, com os braços cruzados saiu com essa pérola: Eu recém o tirei da geladeira. Diante de tamanha delicadeza o cidadão tomou o café, comeu o frio pastel e certamente foi comentar o ocorrido em Porto Alegre onde ele costuma tomar café e comer pastel quentíssimo.

Esse é o nosso querido Gelmo, proprietário do Bar do Lima, e já nosso conterrâneo, pois adquiriu esse direito pelos anos que nos brinda com seu estilo extraordinário e próprio, sem mostrar os dentes, aparentemente de durão, mas que tem uma alma na qual abriga carinhosamente cada um e todos os frequentadores do Bar do Lima.

Caro Gelmo, muito obrigado pela tolerância que sempre tiveste comigo e que continues feliz junto com todos os que te são caros.

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Mulher de valor

Muitas foram as mulheres que se destacaram e se destacam nas mais diversas atividades em São Gabriel. Enumerar a todas constitui tarefa muito dificil, visto que se pode esquecer de alguém e cometer injustiças. No caso em questão, não corro esse risco, pois homenagear a amiga e política exemplar, Sandra Xarão, é apenas uma obrigação. 

A ex-vereadora Sandra Xarão (PT), esteve em visita a Cuba, em abril de 1998, representando o Brasil no Encontro Mundial de Solidariedade Entre as Mulheres. Na época ela estava fiiada ao PDT e era coordenadora da Mulher Trabalhista na região da Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul.

Em 6 de março de 2002 a Assembléia Legislativa do Estado realizou uma Sessão Solene comemorativa ao Dia Internacional da Mulher, com a entrega do "Troféu Mulher Cidadã" a cinco personalidades que se destacaram no Rio Grande do Sul, em atividades de promoção social.

Na época a deputada Jussara Cony entregou o prêmio a Sandra Xarão, vereadora de São Gabriel. Emocionada, esta não apenas agradeceu pela honraria, mas destacou ser o prêmio um incentivo a coerência.

E disse ter aprendido com seu saudoso pai, Lázaro Xarão, a amar a política e a sonhar com uma sociedade mais humana. Na foto acima estão Sandra Xarão (quarta da esquerda para a direita), com as demais homenageadas.

Sandra Xarão junto de Luiz Inácio Lula da Silva, o grande líder da esquerda brasileira, em 1987, quando de um Congresso em Brasília.

Sandra Xarão sempre esteve presente em momentos políticos importantes. Por várias vezes teve a oportunidade de se encontrar com o grande e saudoso líder trabalhista, Leonel de Moura Brizola, que era grande amigo de seu pai, Lázaro Xarão. 

E Sandra, em sua carreira política, sempre procurou seguir a risca um ensinamento de Brizola: "Devemos investir nas crianças para que as novas gerações tenham, sobretudo, a coragem para fazer aquilo que não fizemos".

Sandra Xarão, enquanto Coordenadora Municipal de Habitação, em São Gabriel, ganhou projeção nacional ao desenvolver um projeto que garantia às mulheres chefes de famílias, escrituras de casas populares construidas pela prefeitura local. Antes, quando as casas ficavam em nomes dos homens, era comum estes expulsarem as mulheres e filhos e ficarem com a casa.

Até a ONG Européia Chame/Themis enviou correspondência à Prefeitura, pedindo informações sobre o projeto, que foi encaminhado aos governos da Suíça, França, e Alemanha para que estes implementassem sistemas semelhantes.

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Futebol estudantil

Time de Futebol de Campo do Colégio XV de Novembro. Pena que não se saiba o ano e nem quem está na foto. Se alguém souber e quiser nos ajudar, estamos esperando. (Fonte: Página do professor Luiz Meneghello, no Facebook)

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Belas paisagens

Antiga estação ferroviária do Pedroso. (Foto: Valdir Borin)

Trilhos ferroviários em Azevedo Sodré. (Foto: Valdir Borin)

Cacimba no interior do município. (Foto: Valdir Borin)

Capela de Santa Brígida. (Foto: Valdir Borin)

Casa quilombola no interior do município.  (Foto: Valdir Borin)

Corredor de Bagé. (Foto: Valdir Borin)

Mangueira de pau-a-pique, na Estância Inhatium. (Foto: Valdir Borin)

Paredão na Serrinha.  (Foto: Valdir Borin)

Monumento Batalha do Caiboaté. (Foto: Valdir Borin)

Pedreira da Palma. (Foto: Valdir Borin)

Ponte de Santa Brógida. (Foto: Valdir Borin)

Estrada do Pedroso. (Foto: Valdir Borin)

domingo, 17 de setembro de 2017

Do túnel do tempo

Foto histórica. Passagem de governo municipal. O saudoso ex-prefeito e deputado estadual Erasmo Dias Chiappetta, passando o cargo de prefeito ao também saudoso Ramiro Meneghello. (Foto: Acervo do professor Luiz Meneghello)

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

O fim do Hotel Brasil

Em 24 de outubro de 2015 fechou definitivamente as portas o "Hotel Brasil", que foi fundado em 1949. Ele funcionava em um prédio na esquina das ruas Coronel Sezefredo e João Manoel. Não sei se o hotel foi fundado pelos proprietários que eu conheci muito bem, o casal Léo e Idalina.

Sei que durou por 66 anos e foi símbolo de uma época antiga de São Gabriel. Lá se hospedava gente vinda de toda a parte, especialmente do interior do município. Foram muitas as vezes em que a S.E.R. São Gabrtiel, no tempo em que fui seu presidente, lá se concentrava em vésperas de jogos importantes.

O clube sempre contou com a colaboração do proprietário, que apenas cobrava as despesas de manutenção. De resto colaborava até com café da manhã, que era servido gratuitamente. O hotel fechou logo após o falecimento da senhora Idalina Tamiosso Brum, aos 91 anos. O senhor Léo já havia falecido muitos anos antes.

Nos últimos anos o hotel era administrado pelo senhor Félix Tamiosso, avô da professora Maria Luiza Bittencourt, que informou ao jornalista Guido Ávila que Idalina, que assumiu o hotel logo após, o fazia com dedicação para atender a todos e ajudar os outros.

O hotel era conhecido por ter preços acessíveis. Com o fechamento, diminue a oferta de hotéis na cidade. Agora, resta saber o que será feito com o prédio - já há correntes que defendem a venda para novos empreendimentos e outros que defendem a preservação do prédio pelo valor histórico. É uma época que se encerra em São Gabriel. (Fonte e fotos: Jornal da Cidade, de Guido Ávila)



quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Honório Lemes da Silva: o “Leão do Caverá”

Muitos homens escreveram com letras de ouro suas histórias vividas em terras do Rio Grande do Sul, mas nenhum deles se igualou ao caudilho maragato, Honório Lemes, com justiça chamado de “Tropeiro da Liberdade” e “Leão do Caverá”.

O povo rio-grandense tem justificado orgulho de sua terra. Por isso seus vultos e episódios heroicos são sempre lembrados. Existe algo dentro de nós que exige a preservação da memória. Eu mesmo, de repente passei a me interessar pelo tema. Antes, minhas pesquisas eram só voltadas ao futebol.

Acho que a convivência amiga com o notável historiador Osório Santana Figueiredo, que recentemente nos deixou mudando-se para o outro plano astral, foi decisiva para isso. E tive a sorte de ser convidado pela amiga Ana Rita Focaccia, para escrever no seu conceituado jornal “O Fato”.

Confesso que no inicio eu tinha alguma dificuldade em escolher os temas e contar coisas que o leitor pudesse se interessar. E com o passar do tempo tomei gosto pela história. E tenho conseguido escrever sobre a gente da terra, os vivos e os que já nos deixaram. E episódios históricos passados em nosso solo sagrado.

Hoje dedico este espaço a um herói que nunca será esquecido. Honório Lemes não era filho desta região do Estado. Nasceu em Cachoeira do Sul, no dia 23 de setembro de 1864 e faleceu a 30 de setembro de 1930, três dias antes da eclosão da Revolução de 30, aos 65 anos e sepultado em Rosário do Sul. Em seu túmulo está escrito o seguinte: “Aqui jaz o tropeiro Leão do Caverá".

De origem humilde, teve pouca instrução. Seus pais eram modestos agricultores, plantadores de arroz e criadores em pequeníssima escala.

Mas nem por não ser filho de São Gabriel, que iríamos deixar de falar sobre ele e sua epopeia.  Pena que eu hoje more tão longe de São Gabriel, embora a saudade da terra seja imensa e às vezes parece querer sufocar o coração.

Como seria bom nestes tempos de inverno, com o friozinho do Minuano a soprar sobre nós, poder estar reunido com amigos que eu prezo como o “Secco” Assis Brasil, João Alfredo Bento Pereira, João Manoel Macedo, Flavinho Socca, Caio Rangel e tantos outros, em volta de um fogo de chão, saboreando um chimarrão, um churrasco gordo, uma “canha” da boa e uma contação de histórias de nossos heróis.

Até porque agindo assim, se ressuscita fatos que o tempo e a tradição não nos deixam esquecer. Com certeza isso tem nome, é amor à terra.

A REGIÃO DO CAVERÁ

Mas voltando ao “Leão do Caverá”, foi depois que ele veio morar em Rosário do Sul, município próximo a São Gabriel, que se tornou conhecido. O “Caverá” é uma região guardada por cerros e que se estende de Rosário do Sul a Alegrete.

Na Revolução de 1893, entre “Maragatos” e “Chimangos”, o “Caverá” teve grande importância histórica. Honório Lemes tinha apenas 29 anos de idade quando ingressou na Revolução e 31 quando a luta chegou ao fim.

Tropeiro e proprietário de pequena estância vivia muito bem com o fruto de seu trabalho modesto e honrado. Mas antes de tudo era um patriota, liberal convicto e admirador de Gaspar da Silveira Martins. Por isso abandonou tudo e entrou como simples soldado, nas fileiras revolucionárias.

Gaspar Silveira Martins nasceu no Departamento de Cerro Largo, no Uruguai, segundo seu registro de batismo em 1835. Era filho de pais brasileiros com propriedades tanto no Uruguai quanto no Brasil, garantindo-o assim, uma “dupla cidadania”.

Herdou de sua mãe, Maria Joaquina das Dores Martins, conforme registro na tradição espanhola, seu último sobrenome “Martins”. Seu pai chamava-se Carlos Silveira.  

Em 1856, bacharelou-se em Direito pela Faculdade de Direito de São Paulo e em novembro do mesmo ano, no Rio de Janeiro casou-se com a carioca dona Adelaide Augusta de Freitas Coutinho. Faleceu em 1901, em Montevidéu, Uruguai.

Gaspar Silveira Martins em sua trajetória política ocupou os cargos de Juiz Municipal no Rio de Janeiro, Deputado Provincial, Deputado Geral, Ministro da Fazenda, Senador do Império, Presidente da Província do Rio Grande do Sul e foi nomeado Conselheiro
de Estado Extraordinário pelo Imperador.

Também teve destacada atuação como Presidente do Partido Liberal, foi um dos fundadores do Partido Federalista e um dos líderes da Revolução Federalista (1893-1895). Também recebeu o título de Grãomestre da Maçonaria em 1883.

Com a Proclamação da República, em 1889, ficou exilado com sua família na Europa. E, no período final da Revolução Federalista, em
1895, se exilou na Argentina.

PROMOVIDO A CORONEL

Terminado o movimento armado, em 1895, Honório Lemes da Silva chegou ao posto de coronel, honraria recebida graças ao profundo conhecimento da terra, inteligência estratégica e destemor guerreiro.

Embora se tratasse de uma pessoa simples, humano, jamais concordou com as degolas e outros horrores ocorridos naquela revolução, a mais sangrenta e desumana da história.

Quase analfabeto, escrevia muito mal, apesar de ter letra bastante boa. Era, contudo, um pensador, amigo da boa leitura, inclusive de poesias, sabendo de cor o poemeto campestre de Amaro Juvenal "Antônio Chimango", que costumava recitar entre os amigos.

Com a volta da paz foi morar em Vacaiquá, município de Rosário do Sul, dedicando-se às lides campeiras. Acostumado a tropear, conhecia o Rio Grande do Sul como a palma da sua mão.

Casou pela primeira vez e desse matrimônio nasceram os filhos Adalgiza, Gaspar, Ambrosina, Joaquim, Aquino e Nolo, que sempre estiveram ao seu lado, o acompanhando nos movimentos revolucionários que tomou parte.

Casou pela segunda vez, com Adalgiza da Silveira Goulart, cerca de 25 anos mais moça que ele. Dessa união nasceram duas filhas: Donatila, falecida menor a 23 de junho de 1926, e Sueli.

Esse casamento deveu-se às antigas tradições de amizade entre Honório Lemes e o pai de dona Adalgiza, o estancieiro Fulgêncio da Silveira Goulart, cujos filhos brincavam juntos.

Guerreiro por natureza, Honório Lemes também se fez presente na Revolução de 1923, que começou em 25 de janeiro. Mas ele só entrou na luta em 14 de fevereiro, comandando um batalhão de 300 homens, fortemente armados à sua custa, estabelecendo seu Quartel General no “Caverá”.

A guerra civil de 1923 no Rio Grande do Sul se deflagrou após as eleições para presidente estadual no ano de 1922.

Para o pleito eleitoral ocorreu um movimento de coalizão e rearticulação entre os diversos setores oposicionistas gaúchos (membros do Partido Federalista, seguidores de Assis Brasil e Fernando Abbot e alguns dissidentes recentes do próprio PRR, como os Menna Barreto e Pinheiro Machado).

A frente única formada pelos oposicionistas designou Joaquim Francisco de Assis Brasil como candidato para concorrer contra Borges de Medeiros, principal liderança do Partido Republicano Rio-Grandense (PRR) e presidente do Estado que buscava sua reeleição.

As eleições ocorreram de forma tumultuada, tendo sido Borges de Medeiros decretado vencedor em meio a uma série de acusações de fraudes, violências e irregularidades.

Defendendo a ideia de suposta fraude eleitoral borgista, os oposicionistas iniciaram em janeiro de 1923 uma guerra civil pelo território rio-grandense com o intuito principal de convulsionar o Estado para que o Presidente da República Arthur Bernardes intervisse na região e depusesse Borges da comandância estadual.

A luta armada se desenrolou em diversas localidades do território estadual através da liderança de chefes político-militares que possuíam a capacidade de mobilizar contingentes numerosos de seguidores e adeptos em suas hostes armadas.

A Revolução de 1923 foi o movimento armado ocorrido durante 11 meses daquele ano, em que lutaram, de um lado, os partidários do presidente do Estado, Borges de Medeiros (“Borgistas” ou “Ximangos”, que usavam no pescoço o lenço branco) e, de outro, os revolucionários, aliados de Joaquim Francisco de Assis Brasil (“Assisistas” ou “Maragatos”, que usavam no pescoço como distintivo o lenço vermelho).

O EXÉRCITO LIBERTADOR

Honório Lemes formou o 2º Corpo do Exército Libertador, também conhecido como “Divisão do Oeste”, integrado por trabalhadores rurais.

Honório era um homem alto, vigilante, calmo, valoroso e audacioso, profundo conhecedor do gaúcho, qualidades que lhe facilitaram conquistar as massas campesinas. O 2º Corpo do Exército Libertador foi o mais ousado durante a campanha de 1923.

Inúmeros foram os encontros que sustentou, quase sempre vitoriosamente, desde as Missões até São Gabriel, Bagé e Dom Pedrito, e toda a região de Rosário do Sul a Santana do Livramento.

Ele foi o tipo mais completo do guerreiro farroupilha: reto, ordeiro, honestíssimo, ousado, valente e bom. Possuía uma alma enorme e um coração de ouro.

Nessa Revolução de 1923 muitos foram os caudilhos que se destacaram, entre eles Estácio Azambuja, Zeca Neto – este principalmente pela extrema mobilidade da cavalaria sob seu comando –, Leonel Rocha e Filipe Portinho.

Mas principalmente Honório Lemes, o maior e mais popular deles, cuja tropa foi responsável pela derrota dos mercenários comandados por Nepomuceno Saraiva, contratados por Borges de Medeiros.

Iniciados os combates em vários pontos do Estado, Honório Lemes, operando na zona oeste, ocupou Rosário do Sul, Vacaiquá e Alegrete. Assumiu a patente de general e marchou sobre Uruguaiana, cuja conquista poderia assegurar uma passagem para o território argentino.

Entretanto, o intendente da cidade, José Antônio Flores da Cunha - que se tornaria um dos mais importantes chefes políticos gaúchos —, conseguiu organizar a resistência e forçou a retirada das forças rebeldes.

Deixando Uruguaiana, Honório Lemes retornou à serra do Caverá, empreendendo a chamada “Marcha da Serra”, que o consagrou como grande estrategista. Em virtude das condições adversas em que foi realizada, a marcha tornou-se tema de estudo por círculos
militares nacionais e estrangeiros.

Seguiram-se diversos combates com as forças de Flores da Cunha em São Gabriel, Alegrete, Vista Alegre, Dom Pedrito, Quaraí, São Francisco, Passo da Armada e em outras localidades, sem que qualquer das facções conseguisse impor uma derrota definitiva à outra.

ALVO DE MANIFESTAÇÕES POPULARES

Mais de uma vez, passando por pequenos povoados de meia dúzia de casas, ocupadas apenas por mulheres e crianças que os homens haviam sido arrebatados pelas forças inimigas, Honório mandava fornecer-lhes, àquelas famílias sem ninguém, tudo quanto era possível para que não perecessem de fome e miséria.

Sacrificava sua gente para alimentar os inocentes, embora adversários. E ai do soldado que abusasse da fragilidade da mulher! Houve casos, e um ficou registrado em ordem do dia, de ter mandado fuzilar um soldado que, aproveitando-se da situação de vencedor, invadira um lar e abusara da dona da casa.

Durante a Revolução de 1923, por onde quer que cruzasse era ovacionado e nas cidades que tomava, muitas vezes sem um tiro, era recebido com grandes manifestações populares.

Ao se iniciarem as negociações de paz, em novembro de 1923, Honório Lemes estacionou suas forças em Santa Rita, no município de Livramento, atual Santana do Livramento.

Os conflitos encerraram-se em dezembro com a assinatura do Pacto de Pedras Altas, no famoso castelo daquela localidade, residência de Assis Brasil, que Honório também assinou. Pelo acordo, Borges de Medeiros permanecia no governo, mas lhe era vedada nova reeleição.

Terminada a revolução de 1923, o velho caudilho voltou à sua vida de campeiro, instalando-se, completamente pobre, nos campos de propriedade, do senhor Bernardo Domingues, em Rosário do Sul, continuando suas atividades, sempre simples e modesto, em pobre rancho erguido em terra alheia.

84 ANOS DEPOIS

Passados 84 anos da Revolução de 1923 no Rio Grande do Sul, o “Instituto Cavaleiros Farroupilhas” realizou em setembro de 2008, durante a “Semana Farroupilha”, a “16ª Cavalgada Farroupilha” que teve início em Alegrete, tendo como destino a cidade de Rosário do Sul, onde está sepultado Honório Lemes.

Uma equipe de filmagem acompanhou o trajeto captando imagens e depoimentos de populares, produtores rurais e tradicionalistas da Região.

As imagens foram feitas na Serra do Caverá, num trajeto de 153 quilômetros, seguindo o rastro de Honório Lemes e se transformaram no documentário “O Leão do Caverá”, que conta a história dos revolucionários de 1923 no cenário natural do conflito.

Honório Lemes e seus comandados lutaram contra um Estado afundado na corrupção eleitoral de Borges de Medeiros há 30 anos no poder.

Assim os “Maragatos” cruzaram as Missões até São Gabriel, Cacequi, Bagé, Aceguá, Dom Pedrito e por toda a região de Rosário do Sul, Santana do Livramento, Quaraí, Alegrete e Uruguaiana, quando bravura e sangue se misturaram com ideal, nos enfrentamentos contra os “Chimangos”.

GUERREIROS DE 23

Décima de autoria do próprio Honório Lemes mandada publicar no jornal “A Plateia”, de Livramento por Rui Fernandes Barbosa, que recebeu os originais de Cacílio Lima, morador do Batoví, distrito de São Gabriel.

“Quando a morte arrebatar-me
Fica meu pedido cá
Que escrito deixarei já
Para oficial ou soldado
Que eu quero ser enterrado
Nas grotas do Caverá”

Segundo o historiador gaúcho Antônio Augusto Fagundes, a Revolução de 1923 “foi a última guerra gaúcha de feudos, do coronelismo, fechando a trindade que se iniciara em 1835 e continuara em 1893”.

A Revolução de 1923 é narrada de forma romanceada por Erico Verissimo no livro “O Arquipélago”, terceira parte da trilogia “O Tempo e o Vento”.

EM UMA NOVA LUTA ARMADA

Revolucionário por natureza, em novembro de 1924 Honório Lemes engajou-se no movimento gaúcho deflagrado no mês anterior em apoio aos rebeldes paulistas, que, depois de levantarem a capital de São Paulo contra o presidente Artur Bernardes, haviam rumado para o Paraná sob a liderança de Isidoro Dias Lopes.

Em Guaçu-Boi (RS) voltou a defrontar-se com Flores da Cunha, que conseguiu defender as posições legalistas. Retirando-se para a região missioneira, uniu-se a outras forças revoltosas, que terminaram por dominar toda a zona norte do Estado.

Perseguido por Flores da Cunha, Honório Lemes viu-se forçado a entrar na Argentina, de onde retornou para atacar Santana do Livramento, não obtendo êxito. Derrotado em Passo das Carretas (RS) pelo tenente-coronel Júlio Bozzano, internou-se em território uruguaio.

Em setembro de 1925 reagrupou suas forças e invadiu Livramento, enfrentando contingentes legalistas chefiados por Flores da Cunha e Osvaldo Aranha, que o alcançaram em Passo da Conceição (RS). Honório Lemes, que por sua bravura recebera o apelido de
“Leão do Caverá” caiu prisioneiro juntamente com seu estado-maior.

Enviado para Porto Alegre, conseguiu evadir-se do 2º Corpo da Brigada Militar e exilou-se na Argentina, de onde acompanhou o desenrolar dos acontecimentos políticos no Rio Grande do Sul, cujos revolucionários se retiraram para o Paraná, formando em abril de 1925 a “Coluna Prestes”.

Em 1929, por ocasião da campanha da Aliança Liberal, apoiou a união dos partidos gaúchos na Frente Única Gaúcha em torno da candidatura oposicionista de Getúlio Vargas à presidência da República. Realizado em março de 1930, o pleito deu a vitória ao
candidato situacionista, Júlio Prestes.

A PRISÃO DE HONÓRIO LEMES

A Revolução de 1925, pela sua finalidade, incorporou-se Honório Lemes. De curta duração, o movimento armado terminou, praticamente, com a prisão de Honório no Passo da Conceição, em setembro.

O rio estava cheio e não dava vau. Honório tinha pelas costas o caudal do Ibicuí extravasando de seu leito, e pela frente as forças armadas, bem municiadas e superiores em número, de Flores da Cunha. A situação era trágica. A luta seria o sacrifício total e inútil de seus guerreiros. Resolveu, pois, enviar parlamentar ao General Flores.

“Por que não quer o Honório pelear?“, perguntou Flores da Cunha. “Diz que é loucura matar sua gente numa luta desigual e tendo às costas o rio cheio, sem vau.”. “Pois então, que se renda sem condições.”

E Honório Lemes da Silva, sacrificando-se para poupar seus homens, apresentou-se a Flores da Cunha que o recebeu cavalheirescamente. Flores, apesar de tudo, era também sentimental, comovido pelo gesto do adversário que se sacrificava para salvar a vida de seus comandados.

Conversaram. E quando Honório quis fazer entrega de suas armas, Flores da Cunha, repetindo o gesto de David Canabarro - quando Bento Gonçalves se apresentou preso por ter morto em duelo a seu companheiro Onofre Pires, não as aceitou, atalhando-lhe o gesto: “Guarde-as, general, que eu aqui quero tratá-lo de igual para igual.”

E o velho guerreiro que tantas vezes vira a morte de perto sem o mínimo temor, sentiu úmidos os olhos e, disfarçando a fazer um palheiro, baixou a cabeça sem saber que dizer.

Tratado com respeito e consideração, foi remetido para Porto Alegre, onde, em outubro de 1925, deu entrada, como prisioneiro, no Quartel do 2o Corpo da Brigada Militar.

UM HOMEM POBRE

Após sua liberdade, em 1927, Honório Lemes, cuja família fora residir em casa de um parente, em Taquari, para lá seguiu. Pobre, paupérrimo, sem um vintém sequer no bolso, não sabia que fazer. Mas não desanimou. Jamais desanimava. Foi quando lhe ofereceram, sem lhe exigir a mínima garantia, tropas para vender.

Assim recomeçou a vida, vendendo gado alheio, em troca de modesta comissão. Vendeu muitas tropas e, com o resultado, pequeno embora, voltou a Rosário do Sul e aí, ainda em terra alheia, herdada do Barão de Irapuã, na parte pertencente a uma neta casada com o senhor Bernardo Domingues, construiu com as próprias mãos o ranchinho em que viveria até poucos meses antes de sua morte, em casa do sogro, senhor Fulgêncio Silveira Goulart, sendo sepultado em Rosário do Sul.

UMA ESTRONDOSA MANIFESTAÇÃO

O jornal “O Imparcial”, de São Gabriel, publicou em sua edição de 22 de junho de 1951, que Tarcísio Costa Taborda, juiz e fundador do Museu Dom Diogo de Sousa, de Bagé contou que em uma de suas visitas aquela cidade, recebeu o grande revolucionário uma estrondosa manifestação.

O povo o recepcionou na estação e, nos braços, o levou até o Hotel do Comércio, onde ficou hospedado. Ali falaram vários oradores que engrandeceram o herói e a causa. Cabia ao general Honório o agradecimento.

Na sua singeleza, disse da luta e dos lutadores. Falou nos bageenses e agradeceu a manifestação que lhe faziam, concluindo: "Meu coração é um potreiro onde o vosso amor corcoveia".

Naquele mesmo dia, após a manifestação, Honório saiu do hotel e se dirigiu à catedral de São Sebastião de Bagé. Ali, procurou o vigário, Monsenhor Costábile Hipólito, perguntando: "Seu Vigário, onde está minha madrinha?"

O sacerdote que ficara por instantes sem compreendê-lo, levou-o ao altar da Virgem da Conceição. Ali Honório depositou as flores que recebera e, caindo de joelhos, rezou em voz alta, assistido apenas pelo vigário:

"Minha Madrinha, eu trouxe para Ti estas flores que ganhei, porque é por Tua causa que eu ganho tanta glória. Eu Te agradeço por tudo". E levantou-se, saindo, sorridente, do velho e tradicional templo.

A REVOLUÇÃO DE 1930

Preparava-se a Revolução de 1930 que irrompeu simultaneamente em todo o Estado do Rio Grande do Sul e no Brasil, na tarde de 3 de outubro. Honório Lemes, o brioso general de 1893, de 1923 e de 1925, não podia ficar esquecido.

E o general Flores da Cunha o mandou procurar para saber de sua opinião a respeito do movimento que se tramava, de caráter nacional. Estava, entretanto, doente.

Apesar disso, não se eximiu, escrevendo o seguinte bilhete ao general: "Endereço para escrever-me: Adalgiza Silveira Goulart, Estação Porteirinha. - Eu estou com o Rio Grande em defesa dos seus direitos, para todos os fins".

Não pôde, entretanto, comparecer. A 30 de setembro daquele ano de 30 fechava os olhos, sonhando ainda com a revolução para a qual fora convidado.

Estrategista notável, guerrilheiro seguro, ao adoecer gravemente, foi transportado, contra sua vontade, para a casa de seu sogro, na Estação Porteirinha.

A tuberculose pulmonar, que não tinha mais cura, o matou aos 65 anos de idade, embora ainda sonhasse com a vida e a guerra de 1930 que se aproximava. O médico lhe recomendara todo cuidado e absoluto repouso.

“Cinco dias são bastante, doutor”, disse, então. Não eram. Muito mais requeria a Medicina. Então Honório não se conteve:  “Mais do que isto é impossível, doutor. Então o Rio Grande vai levantar-se todo e eu fico aqui, atirado, como um molambo sem vida?”

Dias depois, falecia. Desaparecia dentre os vivos o "Leão do Caverá", o "Tropeiro da Liberdade", cercado pelos seus, pensando na liberdade do Rio Grande do Sul e do Brasil, libertação que, entretanto, se transformaria em grilhão contra o qual, certamente, o "velho" general Honório Lemes da Silva, se não houvesse falecido, se ergueria ao lado do "velho" Borges de Medeiros, seu antigo inimigo político, como se novamente tivesse os mesmos 29 anos com que ingressara na luta de 1893.

Honório Lemes faleceu no dia 30 de setembro de 1930, na fazenda de seu sogro, Fulgêncio da Silveira Goulart, localizada em Santana do Livramento, onde residia na época.

Reduzido à situação de simples carvoeiro, deixou viúva Adalgisa da Silveira Goulart, com quem se casara em segundas núpcias, e numerosos filhos em extrema miséria.

Até hoje pode-se ver no local os restos conservados do modesto ranchinho que Honório Lemes e sua família ocuparam por longos anos. (Pesquisa: Nilo Dias)


quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Verdadeira raridade

Esta é sem a menor dúvida uma foto rara e histórica. É de janeiro de 1977. O saudoso ex-prefeito de São Gbriel, doutor Erasmo Dias Chiappeta transmitindo o cargo de primeiro mandatário do município ao também saudoso Ramiro Meneghello, em solenidade ocorrida no Clube Comercial. A foto foi enviada por Luiz Meneghello para a página de João Alfredo Bento Pereira, no Facebook.

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Os 31 anos da ACAM

No sábado, 9 de setembro, no "Espaço Garden Lounge" foi festivamente comemorado o 31º aniversário de fundação da Associação Cultural Alcides Maia (ACAM). Na ocasião aconteceram homenagens a pessoas que se destacaram em prol da cultura na cidade,entre elas o historiador Osório Santana Figueiredo, recentemente falecido, que foi representado por seu filho Beraldo e esposa Miriã,

Também foi entregue a premiação aos vencedores do concurso literário promovido pela entidade. A festa foi prestigiada pela imprensa local que se fez presente na quase totalidade. Na ocasião foi servido um jantar aos convidados, servido pelo cheff Edgar Menezes, tendo na sequência um baile com a música do cantor e tecladista Celso Praiah.

A ACAN foi fundada em 10 de setembro de 1986, por ideia do saudoso doutor Milton Teixeira, em reunião festiva realizada no auditório da Câmara Municipal, cuja primeira Diretoria ficou assim constituída: Presidente, Galeno Evangelho Costa; Secretária, doutora Maria Anita Prestes e Tesoureiro, doutor Gabriel Padilha Dornelles.

Foi o doutor Milton Teixeira que, ao escolher o nome de Alcides Maya, o primeiro gaúcho a participar da Academia Brasileira de Letras, para patrono da ACAM, deu o destaque merecido a esse grande escritor conterrâneo, cuja importância na literatura gaúcha, infelizmente, a maioria dos gabrielenses ignorava.

O atual presidente da ACAM é Carlos Alberto Torres de Menezes. Antes, dirigiram a entidade o historiador Osório Santana Figueiredo, o doutor Milton Teixeira, a poetisa e escritora Maria da Graça Ferreira Cunha, o pastor Cláudio Moacir Moreira, Italo Zailu Gatto, Humberto Petrarca e Mara Rangel. (Fotos e informações: Página de Mara Rangel, no Facebook)



Mara Rangel e homenageados.

Beraldo e esposa Miriã, receberam justa homenagem ao historiador Osório Santana Figueiredo, recentemente falecido.

A poetisa e escritora Elody Menezes, foi uma das pessoas homenageadas na bonita festa.


Câmara Municipal fez sessão especial em homenagem a ACAM, por iniciatva do vereador Marllon Maciel (PP).

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Festa no Suspiro

As fotos abaixo são de um "Dia de Marcação" na Estância Santa Catharina, no Suspiro, interior de São Gabriel, propriedade da senhora Anna Maria Chiappetta Focaccia, esposa do amigo e advogado doutor Dagoberto Focaccia. O evento aconteceu no sábado, 9 de setembro. (Fotos: Página de André Matheus Chiappetta Focacia, no Facebook)





O casal proprietário, Dagoberto e Ana Maria Focaccia.

domingo, 10 de setembro de 2017

Cemitério de campanha

Cemitério no Passo do Ivo, localizado em terras do senhor Marcos Domingos Aurélio Moreira da Silva. (Foto: Valdir Borin)

sábado, 9 de setembro de 2017

La Bóia, a culinária gaúcha em alta

São Gabriel, embora sua procedência campeira, precisava de um local onde verdaderamente se possa saborear pratos da culinária campeira, feitos com altissima qualidade. Foi pensando nisso que surgiu o "Restaurante e Churrascaria Bóia Campeira".

Por lá é possível apreciar pratos inéditos, como alguns feitos de carne de ovelha. O endereço é: Rua Genesio José Possebon 253, Bairro Jardim Primeira. Fone: (55) 3232-9069. O atendimento é das 20 às  23h30min, sempre sob a liderança do grande amigo de muitos anos, o popularissimo Catuçaba.










quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Imagens ferroviárias



O prédio da antiga estação ferroviária de São Gabriel, agora abriga o Museu da Força Expedicionária Brasileira-FEB. (Fotos: Rodrigo Cabeda e ITSEMAP))

A estação já com sinais de falta de manutenção. (Foto sem data e autor desconhecido)





Nova estação ferroviária de São Gabriel. (Fotos: Alfredo Rodrigues)

Entrada do pátio da estação que está ao fundo à direita, em 1996. Notar a guarita, embora não tão antiga, mas ainda conservando o estilo das guaritas do século XIX  (Foto: Alfredo Rodrigues)

Estação de São Gabriel em 1910. (Foto: Livro de Carlos Cornejo e Eduardo Gerodetti, "Lembranças do Brasil - As Ferrovias nos Cartões Postais e Álbuns de Lembranças")

Acidente próximo à estação de São Gabriel. (Foto: Sem data e de autor desconhecido)