quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Futebol amador de São Gabriel

Vila Maria Campeão 1987. Jogo da entrega de faixas. Em Pé: João Luis Borges - Natálio – ??? -  Viola – Potrilho – Testa – Padilha – ??? – Júlio - Silvio Borges – Buia – Cesar – Zanga - Elton e Onésimo. Agachados: Toninho – Marquinhos - Jose Pólvora – Wando - Marron Cassal - Petta Rodrigues - Katega Vaz – Amarelo - Vieira e Itamar. (Foto arquivo de  Luiz Padilha)

Vila Maria, campeão de 1987. Em pé: Padilha - Marquinhos - Testa – Silvio Borges - Julio –Marrom Cassal - Buia e Vieira. Agachados: Toninho – José Pólvora – Wando – Petta Rodrigues  - Katega Vaz - Amarello e Itamar. (Foto: Arquivo de Luiz Padilha)

Encontro de craques do passado. Em pé: Renato Ferro - ??? - Castelhano - Rossano - Ricardo e Picasso. Agchados:  Paulo Fernandes - ManoValmir - Márcio Ferreira - Gonçalo Vando e Petta Rodrigues. (Foto: Arquivo de Petta Rodrigues)

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Um tradicionalista que deixou saudade

Marcelino Rios Medeiros, o “Lenço Azul”, sem a menor sombra de dúvidas foi um dos mais queridos e populares tradicionalistas de São Gabriel. Era um exímio trovador, com participação até no programa “Rodeio Coringa”, que fez sucesso na Rádio Farroupilha, de Porto Alegre, nos anos 50 e 60. 

Foi ainda um dos fundadores e destacado participante do "Piquete Acampamento Farrapo", tradicional grupo que participa dos desfiles da Semana Farroupilha, e que mostra a resistência dos farrapos na Revolução.

Também trabalhou no rádio local, sendo um dos primeiros apresentadores do programa tradicionalista “Inverno no Galpão”, da Rádio São Gabriel, que foi ainda apresentado por Carlos da Silva Leite, Lázaro Xarão e Adão Brasil dos Santos, o saudoso “Canário Alegre”.

Eu o conheci bem. Lembro dele em seu trabalho no Fórum, quando este funcionava no antigo prédio da rua João Manoel. E certa vez até o visitei em sua casa, na Vila Maria, onde mantinha um verdadeiro Museu a céu aberto, com as mais variadas peças tradicionais da vida gaúcha.

Marcelino era policial aposentado. Morreu em Santa Maria, no dia 29 de julho de 2015, depois de lutar intensamente contra uma doença terrível.

E ele não foi somente um homem dedicado à segurança pública. Teve ativa participação na vida comunitária, tendo sido pioneiro no movimento em favor da terceira idade, promovendo festas as mais diversas e fazendo parte da Associação dos Aposentados e Pensionistas de São Gabriel.

E por muitas vezes foi escolhido para ser o “Rei da Terceira Idade”, quando das comemorações da “Semana do Idoso”. (Fonte e foto: Caderno Sete)


terça-feira, 17 de outubro de 2017

Conheça o La Campaña

O La Campaña é hotel, restaurante e local de lazer, a disposição da gente de São Gabriel e de outras localidades. Possui piscina ao ar livre, estacionamento privativo gratuito, parquinho infantil, Wi-Fi gratuito em todas as áreas, TV via satélite e aceita animais de estimação.

A propriedade oferece recepção 24 horas, cozinha de uso comum, serviço de quarto e loja de presentes. O cliente pode desfrutar de diversas atividades nos arredores, incluindo ciclismo e trilhas a pé. Fica na BR 290, Km 421.







segunda-feira, 16 de outubro de 2017

A Típica de Ramiro Meneguelo

"Ramiro Meneghello e Típica", se apresentando no Rotary Clube de São Gabriel. O Conjunto era exímio na execução de tangos e milongas. (Foto: Arquivo do professor Luiz Meneghello)

domingo, 15 de outubro de 2017

Os 88 anos do senhor José Bicca

Esteve aniversariando no último dia 7 o senhor José Bicca, pai da amiga Neca Bragança, esposa do amigão de muitos anos, doutor Ricardo Bragança. Uma data marcante como essa, 88 anos de idade, não poderia de maneira alguma passar em branco.

E foi comemorada com muita alegria, em festança realizada na estância dos Braganças, na própria data natalícia. Além de Neca, o senhor José Bicca é pai de Ilo Bicca Neto, Marco Aurélio do O Bicca, Delanne do O Bicca  e Florinda Bicca da Silva. E como se não bastasse, tem ainda 17 netos e 8 bisnetos.

Neca, como boa filha que é, ressalta que seu pai ama o que faz, sempre muito dedicado a familia e ao trabalho. E como não poderia deixar de ser garante que se orgulha muito dele, exemplo de ser humano, de marido, de filho de irmão e de pai.

O senhor José Bicca é natural de Santa Maria, onde nasceu no dia 7 de outubro de 1929. Em 1949 casou com Doramia do O Bicca, também filha de Santa Maria, onde nasceu em 11 de novembro. Depois de casados foram morar na Estância do Boqueirão, onde viveram juntos por longos 66 anos.


sábado, 14 de outubro de 2017

O Natal nunca mais será o mesmo!

O Natal nunca mais será o mesmo!
O jornal “O Fato” ultimamente vem se caracterizando por uma política inovadora na imprensa da cidade, ao dar ênfase a matérias de cunho cultural, ao lado de informações gerais. E eu me sinto feliz e realizado por fazer parte da equipe de colaboradores do jornal.

A Ana Rita conta que conversou com a dona Nilza, esposa do advogado e amigo Nelson Lopes, e esta deu uma definição para o nosso trabalho, que considero exata e providencial: “O jornal mudou o conceito na cidade do que é informação e história. Parabenizo o Nilo Dias e o doutor Gerson”. De minha parte agradeço.

E a Ana complementou: “Pessoas mais antigas, como nós, gostam de ler o que interessa culturalmente”.

Faço propositalmente essas considerações e acrescento: O jornal tem publicado muitas matérias a respeito de acontecimentos históricos registrados no solo sagrado de São Gabriel. E também tem se preocupado em resgatar as memórias de vultos que se consagraram no tempo, em importantes serviços prestados a cidade.

E assim tem sido. Tenho procurado atender, como posso, solicitações de leitores que sugerem matérias sobre determinados temas e pessoas. Agora mesmo, fui solicitado pelo amigo Márcio Ferreira, o “Fefê”, da Ana Rita, a escrever sobre alguém que nos deixou recentemente e que vai fazer muita falta.

E não se trata de nenhum vulto histórico, participante de revoluções ou coisas afins. Sim, um cidadão comum, um homem do povo, alguém que procurou sempre servir a sua coletividade. Por isso Mário Fialho é merecedor de todo o nosso respeito e consideração. E também colocou seu nome na história da cidade.

O ADEUS A UM GRANDE HOMEM

Mesmo com todos os avanços tecnológicos, nem sempre fico sabendo rapidamente de coisas que acontecem em São Gabriel. Foi o que aconteceu agora, com o falecimento desse amigo de muitos anos, Mário Nadir Bicca Fialho, aos 69 anos de idade.

O óbito se deu num dia em que a alegria deveria ser a tônica, 20 de setembro, data em que os gaúchos, especialmente os gabrielenses, comemoram a data máxima do Estado. Mário lutava contra um câncer há vários meses.

Ele era gabrielense de berço, tendo nascido em 14 de março de 1948. Estava doente e debilitado há cerca de quatro anos. Mas só á um ano atrás descobriu o terrível mal.

Eu o conheci muito bem, como também a sua família. Era filho de dona Vilsa Bicca Fialho, mais conhecida por Dona Maria. Ela era uma torcedora ardorosa da antiga S.E.R. São Gabriel. Não perdia um só jogo e acompanhava o time em suas andanças por cidades do Rio Grande do Sul.

Em dias de jogo no Estádio Municipal Sílvio de Faria Corrêa, era ela que preparava o almoço para os jogadores, em sua própria casa, sempre auxiliada pela filha Maria, também torcedora do clube, garantindo uma boa economia aos cofres da agremiação.

Além da Maria o Mário tinha outra irmã, a Vilma, que lhe deu uma sobrinha, a Alice. A família dele se tornou grande. Pai de Andréia, Eliane e Paulo Alfredo, este grande revelação do futebol gabrielense nos anos 90, jogou ainda no Internacional, de Santa Maria. Deixou a bola muito cedo e foi embora para Rondônia, onde casou e se radicou.

O nosso querido Mário era um avô faceiro, com as netas Eduarda, filha de Andréia, Daiane, Elsa e Marlon, filhos de Eliane. E a alegria só fez aumentar ao nascer os bisnetos Elizabeth e Isaac, presentes da neta Daiane.

Mário participou de diversas Diretorias da S.E.R. São Gabriel, especialmente quando este colunista presidiu o clube das três cores. Foi dirigente destacado do Esporte Clube Independente, o rubro-negro amador da cidade.

E ainda fundou e dirigiu o Bloco Carnavalesco Mocidade Independente, que brilhou em muitos Carnavais da cidade. Mário participou dos festejos de “Momo” até a sua esposa Elizabeth falecer, cerca de 15 anos atrás.

Esse fato causou enorme tristeza ao nosso amigo, que tinha nela o grande amor de sua vida, fonte inspiradora para tudo o que fazia em prol da comunidade que tanto gostava.

Participou ativamente da Banda Musical São Gabriel. E administrou o Estádio Municipal, no tempo em que o prefeito era o doutor Eglon Meyer Corrêa. Estava aposentado. Seu último trabalho foi na Loja Cauzzo.

E em todos os natais alegrava a criançada, como Papai Noel. Em 2016, mesmo doente, fez sua última aparição nas ruas da cidade, como o bom velhinho, entregando presentes a criançada.

GABRIELENSE HEMÉRITO

A Câmara Municipal, em 2015, com muita justiça, deu-lhe o título de “Gabrielense Emérito“, por indicação do vereador Sildo Cabreira (PDT).

O vereador Márllon Maciel (PP), também se manifestou a respeito do falecimento de Mário Fialho: “Foi com tristeza que recebi a notícia da morte do Mário, o tradicional e amado Papai Noel de nossa cidade.

O Mário era meu amigo de muito tempo. Deixava a barba crescer a partir de março para poder encarnar o seu célebre personagem em dezembro e alegrar milhares de gabrielenses. Lamento muito, disse!”

Destaco um depoimento feito pelo amigo Giancarlo Bina, em sua página no Facebook:

Querido amigo! Gosto de escrever, mas te confesso que, sinceramente, tive dificuldade desta vez. Tua partida, embora esperada, será sempre motivo de reflexão. Há anos vinhas sofrendo e desejando estar ao lado novamente do “teu bem”, que partiu bem antes e a quem endereçava cada lágrima ao entoar a frase “a gente se emociona”.

Imagino, hoje, tua felicidade ao reencontra-la, pois tamanho amor tem esse merecimento. Aqui em nosso plano fica o carinho, a saudade e, sobretudo, o respeito ao exemplo que deste de solidariedade.

Nosso ”Natal Solidário” da Banda Improviso, não será o mesmo sem ti. Mas seguiremos acreditando no bem, pois o sorriso que fizeste brotar no rosto de cada criança, em cada Natal, é o mesmo que observo no céu com tua chegada. Descanse em paz!

Também a amiga Regiane Marques, escreveu um bonito depoimento, que tomo a liberdade de transcrever:

“Mário José, era assim que eu o chamava e ele adorava. Então "bicho", hoje tu deve estar impressionando os anjos e "o meu paixão", assim que ele se referia a sua amada a cada suspiro de saudade.

Suas lágrimas corriam ao falar do amor da sua vida. E ele transformou este amor pra as crianças, o que o ajudou a se manter neste plano, mas sempre a espera do esperado reencontro.

Nós, que convivemos com ele diariamente sabíamos a pessoa do coração imenso que era. Compartilhamos muitos cafés, almoços, risadas, choros, e suas histórias, suas brincadeiras. Noves fora, sua matemática exata.

Natal solidário, inclusive no último ele não pode ir conosco, mas me fez uma visita na clínica enquanto organizávamos a separação dos brinquedos. E após a entrega eu fui até sua casa contar para ele, como havia sido e brindamos com um geladinho.

Mário José, tu ganhaste a minha admiração pelo trabalho que fizeste, sempre voluntário, sem jamais ganhar um tostão. Considerava uma ofensa quando lhe ofereciam pagamento.

Fazia tudo isso simplesmente para ver o sorriso de uma criança, ao ganhar seu presente de Natal entregue pelo bom velhinho. Mário tinha barba natural e alisada por uma chapinha. “Bicho” descansa em paz, tu merece os anjos...”

O NATAL COM MÁRIO NO CÉU

Emotiva, a Ana Rita, diretora do jornal definiu com sabedoria e simplicidade, a falta que Mário vai fazer: “Nunca mais o Papai Noel do caminhão da Jupob será o mesmo. Este vai ser o primeiro Natal com o Mário no céu. Parece mentira. Mas ele deixou tantas marcas na cidade, na coletividade e em nossos corações. E, a gente aqui sabia da doença. Mas parecia que o Papai Noel era imortal.”

Quem ficou muito sentida com a morte de Mário foi a dona Ana Maria, mãe de Ana Rita e esposa do grande radialista e advogado, doutor Dagoberto Focaccia.

Ela, como presidente da Liga Feminina de Combate ao Câncer, junto de suas companheiras de Diretoria, ajudou muito o nosso eterno “Papai Noel”, na sua luta contra a terrível doença.

Quem não lembra do caminhão da Jupob com o alto falante bem alto com músicas natalinas e o Mário, batendo um sininho nas mãos e jogando balas para a criançada? Puro espírito de Natal. Destaque para a canção “Então é Natal”, interpretada por Simone:

Então é Natal, e o que você fez?/O ano termina, e nasce outra vez/Então é Natal, a festa Cristã/Do velho e do novo, do amor como um todo/Então bom Natal, e um ano novo também/
Que seja feliz quem souber o que é o bem.

Então é Natal, pro enfermo e pro são/Pro rico e pro pobre, num só coração/Então bom Natal,/pro branco e pro negro/Amarelo e vermelho, pra paz afinal/Então bom Natal, e um ano novo também/Que seja feliz quem, souber o que é o bem.

Então é Natal, o que a gente fez?/O ano termina, e começa outra vez/Então é Natal, a festa Cristã/Do velho e do novo, o amor como um todo/Então bom Natal, e um ano novo também/Que seja feliz quem, souber o que é o bem.

Harehama, há quem ama Harehama, há/Então é Natal, e o que você fez?/O ano termina, e nasce outra vez/Hiroshima, Nagasaki, Mururoa, ha.../É Natal, é Natal, é Natal/Bahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh

E também ecoava pela cidade

(Boas Festas, de Assis Valente). Anoiteceu, o sino gemeu/E a gente ficou feliz a rezar/Papai Noel, vê se você tem/A felicidade pra você me dar/Eu pensei que todo mundo/Fosse filho de Papai Noel/E assim felicidade/Eu pensei que fosse uma/Brincadeira de papel/Já faz tempo que eu pedi/Mas o meu Papai Noel não vem/Com certeza já morreu/Ou então felicidade/É brinquedo que não tem.

UM DEPOIMENTO EMOCIONANTE

Deixo para o final o depoimento de sua neta Eduarda, que mostra o quanto doeu para a família, a partida do bom velhinho Mário.

“Posso dizer aqui diante todos vocês e com toda franqueza, que um pedaço de mim morreu. Morreu com a partida do meu avô. O homem que eu amava e que com toda certeza me amava também, incondicionalmente.

Por mais que a gente esperava que isso acabaria acontecendo, por todo o sofrimento que ele vinha passando, ainda é difícil de acreditar. Nada na vida acontece por acaso, podem ter certeza.

Pois é vô eu te amo muito. Homem forte, valente, como poucos, que não existem mais. Generoso com todos. Foi com ele que aprendi a confiar mais nas pessoas e continuar confiando mesmo quando me decepcionasse, a batalhar pelos meus objetivos e mesmo estando diante dos obstáculos da vida, lutar e não desistir nunca.

Creio que este era seu lema, pois lutou até o fim e no momento em que Deus lhe chamou, apenas abriu os olhos, olhou ao seu redor e partiu!

Jamais esquecerei dos nossos momentos juntos na minha infância (quando eu ia te visitar ou vice verso). Jamais vou esquecer do último dia que te vi vivo, já doente, mas mesmo assim se fazendo de forte, sem reclamar, lutando e dizendo que tudo ia ficar bem.

Jamais vou esquecer do seu último abraço, do último "Eu te Amo".

Eterno Papai Noel!!! (Texto: Nilo Dias - Matéria publicada no jornal "O Fato", de São Gabriel-RS, edição de 10 de outubro de 2017)

Mário Fialho deiava a barba crescer, meses antes do Natal. *(Foto: Eduarda Borges)

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Semana Farroupilha 2017

Uma sequência de bonitas fotos publicadas no blog "A Notícia", mostrando como foi o desfile da "Semana Farroupilha 2017", em São Gabriel.





















quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Uma Banda muito especial

A Escola Municipal Marechal Deodoro é pioneira no Estado na formação de uma Banda Marcial que acolhe seis alunos surdos e com dificuldades intelectuais, que tocam instrumentos de percussão. E também as meninas Vitória Pereira Mutt, de 13 anos e Vitória Andrade Menezes, de 12 anos, com deficiências intelectuais que participam do balé coreográfico. No total são 28 estudantes.

O projeto que começou em 2009 e tem a frente as professoras Carmem Lúcia Farias de Menezes, Eliara Biscaglia e Cristiane Ribeiro. O instrutor da banda é Antônio Carlos Gouveia. A Banda nasceu para representar a escola, mas acabou virando um instrumento para melhorar o diálogo entre os alunos.

No educandário, é difícil encontrar um estudante que não tenha conhecimento básico da linguagem de sinais, o que torna a proposta ainda mais interessante. No caso da Escola Marechal Deodoro, a interação entre os alunos ganhou uma dimensão maior, com os estudantes aprendendo a conversar com as mãos e as crianças com deficiências procurando romper as suas limitações.

A Banda da Escola Marechal Deodoro vem se constituindo em atração especial nos eventos que participa. Foi assim na "Caminhada da Inclusão", que encerrou a "Semana da Pessoa com Deficiência" este ano, e no arreamento das bandeiras, durante a "Semana da Pátria", na Praça Dr. Fernando Abbott.

O curioso, é que são poucas pessoas que sabem que a banda tem na sua composição um grupo de crianças com deficiências. O trabalho é tão bem feito, que não se nota diferença na execução das tarefas. Até porque, a maioria dos comandos é dada através de sinais.

A Escola, além da Banda , mantém ainda um “Coral de Libras”, que é composto por sete estudantes surdos em um grupo de 12 pessoas. O projeto é desenvolvido pela professora Eliara Biscaglia e é realizado no turno inverso, sempre nas quartas-feiras.

Também tem o projeto bilingue “Mãos que Encantam”, das professoras Aurea Teixeira e Clara Loreti Gonçalves. Nesses projetos é possível a participação de todos alunos ultrapassando as barreiras da inclusão. (Fonte: Jornal “A Notícia”, online)



quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Um grande time de médicos

Médicos gsbrielenses em 1971. Em pé: Doutor Zeca Avelled, Doutor Paulo Pereira, Doutor Idel Bisogno, Doutor Eglon Meyer Corrêa, Doutor Néris, ??? e Doutor Nero Meneghello. Sentados: Doutor Miguel Varela, Doutor Dirceu, Irma da Santa Casa e Doutor Henrique Goffermann. (Fonte: Página de Helenice Trindade de Oliveira, no Facebook - Identificação da foto feita por Mária Lúcia Faria Corrêa)

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Pelo interior do município

Balneário do Pedroso. (Foto: Jornal "A Notícia)

Lagoa Formosa. (Foto: Williams Cesar Machado)

Barragem VAC-4. (Foto: Jornal "A Notícia)

Açude da Estância Inhatium. (Foto: J.N.; Canabarro)

Sede da Estância Inhatium (Foto: J.N. Canabarro)

Estrada no interior de São Gabriel. (Foto: J.N. Canabarro)

sábado, 7 de outubro de 2017

Penta-campeão de Vôlei

Time masculino de Vôlei do 9º RCB, penta campeao cidadino. Em pé: Luiz Augusto Maurente, Robsom Binho Gonçalves, Williams Cesar Machado, Meneguelo, Vladimir, coronel Stefanel, Sandro Stefanel Sandrino, Paviloska e Bisonho (treinador). Foto: Aequivo de Williams Cesar Machado)

terça-feira, 3 de outubro de 2017

Coroação de Nossa Senhora

Coroação de Nossa Senhora, pelas alunas do Colégio Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. Pena que não se tenha a data da foto e nem a identificação das alunas. (Fonte: Página de Carminha Condessa, no Facebook)

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Uma amiga de muitos anos

A amiga Flávia Fayet na verdade nasceu Flávia Gonçalves Vieira, no dia 15 de Junho de 1979 em São Gabriel. Filha única de Célia Gonçalves Vieira e Flávio Fayet Vieira (falecido). Eu conheci muito os seus pais. O Flávio, especialmente. Lembro que sua mãe foi durante muitos anos funcionária da Rádio São Gabriel.

A própria Flávia conta que anos após o seu nascimento foi adotada pela tia Olga Fayet, de saudosa memória. Mas ela mesmo diz que essa é uma outra história. Hoje é feliz ao lado de Cláudio Roberto Acosta Barbosa, seu companheiro há cinco anos. É mãe do Bernardo Fayet Barbosa.

É técnica em Enfermagem na Maternidade da Santa Casa de Caridade de São Gabriel, tendo também atuado em outros setores como o bloco cirúrgico, que confessar ser a sua grande paixão profissional. Mas não disfarça a frustração por não ter concluído a faculdade de Enfermagem.

Flávia e Bernardo. (Fonte: Página de Flávia Fayet, no Facebook)

sábado, 30 de setembro de 2017

Banda Sepé Tiaraju

Esta foto é uma verdadeira reliquia. É a Banda Sepé Tiaraju, da Escola Normal Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em 1966, portanto há 51 anos atrás. (Fonte: Página do Facebook de Maria Valderez Oliveira)

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Um homem do tamanho de uma coletividade

A principal praça de São Gabriel leva o nome de “Doutor Fernando Abbott”, que foi um misto de médico e político. Governou o Estado do Rio Grande do Sul por duas vezes e criou a Brigada Militar, instituição que é um verdadeiro orgulho para o Rio Grande do Sul.

O historiador Osório Santana Figueiredo, foi de uma felicidade imensa ao escrever em um de seus magníficos livros, que o doutor Fernando Abbott foi “um homem do tamanho de uma coletividade”.

Filho do médico baiano Jonathas Abbott Filho e de Zeferina Fernandes Abbott, o doutor Fernando Fernandes Abbott nasceu em São Gabriel, no dia 12 de agosto de 1857, em uma casa situada na esquina das ruas Barão do Cambaí e Jonathas Abbott, construída em 1857 e que hoje abriga o Instituto São Gabriel.

Seu pai, Jonathas Abbott Filho, médico e militar nasceu em Salvador (BA) em 1825 e faleceu em São Gabriel, em 1887. Ingressando no corpo de saúde do Exército foi transferido ao Rio Grande do Sul durante a guerra contra Oribe e Rosas. Terminada a guerra radicou-se em São Gabriel, onde passou a dirigir o hospital do Regimento de Artilharia.

Em 1852 foi promovido a tenente e em 1861, já estabilizado, reformou-se e passou a trabalhar como médico particular. Embora afastado do Exército, participou do cerco de Uruguaiana durante a Guerra do Paraguai, tendo por isso sendo nomeado major honorário.

Em 29 de junho de 1873, juntamente com outros maçons, Jonathas Abbott Filho fundou a loja maçônica Rocha Negra em São Gabriel, aquela que viria fundar a Grande Loja do Estado do Rio Grande do Sul, em 8 de janeiro de 1928.

O avô de Fernando Abbott era Jonathas Richard Abbott, que se naturalizou brasileiro em 31 de outubro de 1821, passando a ser apenas Jonathas Abbott.

Nasceu no dia 6 de agosto de 1796, em uma humilde família anglicana, em Londres, Inglaterra, e, ainda adolescente, em 1812, quando o Grande Exército de Napoleão avançava pela Europa Central em direção à Rússia, veio para o Brasil como servidor do doutor José Álvares do Amaral, lente de Cirurgia do Colégio Médico-Cirúrgico da Bahia.

Começou na Escola de Cirurgia da Bahia, a primeira do Brasil, como servente. Formou-se na terceira turma, em 1820, e chegou a vice-reitor, sendo titular da cadeira de Anatomia.

Foi sócio de diferentes sociedades científicas e recebeu grande número de títulos honoríficos. Além de diferentes trabalhos sobre anatomia, em português, Abbott publicou uma tradução do “Tartufo”, de Molière, assim como outras composições literárias.

Fundou e presidiu em 1856 a Sociedade de Belas Artes, primeira associação de artes do Brasil. Sua coleção particular de mais de 400 obras, entre pintores brasileiros e estrangeiros, sendo muitas delas oriundas da Europa, originou o Museu de Arte da Bahia.

Foi agraciado com a Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa, de Portugal e com a Imperial Ordem da Rosa, do Brasil. Foi ainda comendador da Imperial Ordem de Cristo.

O DIÁRIO DE JONATHAS ABBOTT

Em 1 de setembro de 2007 o jornal “Folha de São Paulo” publicou um texto critico a respeito do livro “O Diário de Jonathas Abbott", de autoria de Fernando Abbott Galvão, diplomata, educador, político e escritor e trineto de Jonathas. A publicação diz o seguinte:

Em 1812, um rapaz inglês de 16 anos chamado Jonathas Abbott viajou para a Bahia, onde viveria por 56 anos. Veio como espécie de pajem de um médico português (depois lente do Colégio Médico-Cirúrgico da Bahia) e se tornou um dos personagens mais importantes da medicina, ciência e cultura do século 19 naquela parte do país.

Aos 34 anos, em 1830, Jonathas Abbott cruzou de volta o Atlântico para uma temporada de estudos de pós-graduação em medicina na Europa. No período que passou lá, manteve um diário, que agora vem à luz para o grande público pela primeira vez.

Trata-se de um dos mais interessantes lançamentos do ano da indústria editorial brasileira. Enriquecido por prefácio erudito e instigante do embaixador Rubens Ricupero e por notas de rodapé e anexos detalhistas e esclarecedores -fruto de trabalho minucioso e demorado de pesquisa histórica e documental- do embaixador Fernando Abbott Galvão. "O Diário de Jonathas Abbott" é um documento curiosíssimo.

Abbott, embora cidadão inglês era muito mais brasileiro quando foi para a Europa aperfeiçoar-se como médico e seu relato nos oferece a rara perspectiva de um conterrâneo que observa a Europa com olhar tropical. Ele se incomoda com o frio do Velho Mundo, tem saudades da sua "cara Bahia", odeia Paris: "Eu te esconjuro, coisa ruim!". Só deseja voltar depressa: "Quero asas, quem me empresta? ... Ninguém."

Não havia glamour nenhum nas viagens interoceânicas de então, nem nas carruagens que trafegavam por estradas empoeiradas e esburacadas da França ou da Itália de então, e Abbott no seu diário, escrito provavelmente apenas para si próprio e talvez alguns poucos íntimos, não tinha motivo nenhum para dourar pílulas.

A medicina já havia obtido avanços significativos, mas as práticas, especialmente as cirúrgicas, eram muito brutais para os hábitos de hoje em dia e a descrição crua é outro atrativo desse livro.

Abbott descreve confrontos políticos que ocorriam e se impressiona com a violência de manifestantes: "Esta gente não me agrada. No Brasil, temos rusgas, mas não são bárbaras e ferozes como as dos franceses. Passa fora!"

O doutor Fernando Abbott era irmão de Cecilia Ophelia Abbott, nascida em 26 de abril de 1853, em São Vicente do Sul (RS), falecida em 3 de Outubro de 1931, em São Gabriel.

Foi casada com João Pereira da Silva Borges Fortes Filho e mãe de Jonathas Borges Fortes, João Borges Fortes, Otávio Borges Fortes, Francisca Abbott Borges Fortes e Maria Zeferina Borges Fortes.

Também eram irmãos de Fernando Abbott, Jonathas Abbott Neto, João Frederico Abbott, Olímpia Sarah Abbot, Raul Abbott e Ruben Abbott.

O DOUTOR JOÃO ABBOTT

Em 1905, após adquirir grande área de terras dos supostos herdeiros do Barão de Antonina, o doutor João Frederico Abbott, conhecido como doutor João Abbott, mudou-se de São Gabriel com a família para o Mato Grosso, em 1906.

A permanência dele em Dourados durou pouco mais de 10 anos e a sua atividade médica foi comprovada por relatos de pioneiros e registros de óbitos nos cartórios de Ponta Porã e Dourados.

Junto com João Abbott foram para o Mato Grosso irmão e sobrinhos. Raul Abbott, seu irmão, foi engenheiro chefe do distrito sul dos telégrafos, residindo em Ponta Porã e Aquidauana.

O coronel Ruben Abbott, outro de seus irmãos foi tabelião em Ponta Porã. Ruben Abbott Filho, sobrinho de João Abbott, casou-se com Zilda Rocha, irmã de Antônio Alves Rocha, um dos primeiros farmacêuticos de Dourados.

O doutor João Abbott nasceu em São Gabriel no dia 6 de fevereiro de 1856. Formou-se em medicina no Rio de Janeiro e exerceu a profissão em sua cidade natal e em Porto Alegre.

Na capital gaúcha, dividiu consultório com o doutor Ramiro Barcelos, o “Amaro Juvenal”, senador que também ficou conhecido pelas sátiras da política.

Na publicação dos candidatos do partido Republicado levada a efeito em 24 de janeiro de 1909 constava o nome de João Abbott com menção ao fato de residir no Mato Grosso. Exerceu seu mandato de 3 de maio seguinte a 31 de dezembro de 1911.

De Dourados, transferiu residência para Aquidauana e mantinha ainda residência no Rio de Janeiro, onde veio a falecer em 20 de março de 1925. A notícia da morte de João Abbott foi matéria de capa dos jornais “O Paiz”, do Rio de Janeiro, e “A Federação”, de Porto Alegre, enaltecendo a figura do médico, importante político Republicano.

Mesmo afastado do Rio Grande do Sul, continuou adepto dos princípios do partido e das causas Riograndenses. João Abbott foi casado com Luísa Barreto Flores, conhecida como Lisette. Teve os filhos Ophelia Abbott, Heloísa, João Abbott Filho e Luiz.

Envolveu-se com a política por pouco tempo, voltando ao exercício da medicina. Sempre apoiou as campanhas de seu irmão, Fernando Abbott.

PRIMEIROS ESTUDOS

Fernando Abbott fez o curso primário em São Gabriel e o ginásio em Porto Alegre. Ainda menino foi mandado para a Bahia, a fim de fazer a preparatória para o curso de Medicina.

Matriculado na Faculdade do Rio de Janeiro formou-se doutor, em 1880. Começou a carreira médica no Ceará, contratado pelo governo imperial para, entre outros médicos de todas as regiões do país, socorrer o povo nordestino que se debatia com o terrível flagelo da seca e as epidemias que lá grassavam de modo alarmante.

Terminada sua missão, com êxito, voltando ao Rio Grande do Sul, estabeleceu-se o doutor Fernando Abbott, temporariamente, em Porto Alegre, para depois desenvolver sua carreira médica na terra natal, São Gabriel.

Nessa ocasião filiou-se ao Partido Liberal e foi nomeado diretor geral da instrução pública do Estado a cujo serviço, deu notável impulso. Quando foi lançada em todo o país a propaganda republicana, o doutor Fernando, juntamente com Júlio de Castilhos, Barros Cassal, Demétrio Ribeiro, Ernesto Alves, Assis Brasil e tantos outros, lançou-se denodadamente à campanha que visava derrubar um dos maiores impérios do mundo e lançar a semente da república brasileira.

Proclamada a República e já residindo em São Gabriel, foi eleito deputado à Constituinte do governo provisório. Tomou posse em 15 de novembro de 1890 e foi um dos signatários da Constituição de 24 de fevereiro de 1891.

Pouco tempo depois foi nomeado governador provisório do Estado, de 16 de março a 15 de julho de 1891, em cujo cargo promulgou a Constituição de 14 de julho.

O general Cândido José da Costa fora exonerado, a pedido, da presidência do Estado e do Comando das Armas do Rio Grande do Sul. E como o primeiro vice-governador, não aceitou o cargo, coube a Fernando Abbott, segundo vice-governador a tarefa de governar o Estado.

Terminou seu mandato justamente quando lavrava a sanguinolenta revolução de 93, em cuja campanha tomou parte ao lado das forças legais. O governo desse gabrielense foi muito controvertido e agitado, dando causa aos mais acres comentários de seus adversários políticos, apesar de sua curta duração.

Nesse período da Revolução foi Fernando Abbott nomeado ministro do Brasil junto ao governo argentino, fixando sua residência em Buenos Aires, por longo tempo.

De volta dessa elevada comissão, fixou-se definitivamente em São Gabriel, cuidando de sua numerosa clientela, pois era reconhecido em todo o Estado como médico de nomeada e até cognominado “o rei do diagnóstico”, pelas suas previsões clinicas.

Conta-se que indo Fernando Abbott aperfeiçoar-se em Paris, em determinado método de cura, ao término do curso, indo satisfazer o pagamento ao médico-chefe, este não aceitou o preço combinado, respondendo que não podia aceitar tal quantia, porque bem notara que não ensinara nada ao nosso patrício, porque esse já sabia tudo o que lá fora aprender.

Em 15 de julho de 1891, Júlio de Castilhos foi eleito o primeiro presidente constitucional do Estado do Rio Grande do Sul, na vigência da República.

Em seguida a posse de Júlio de Castilhos, o doutor Aureliano Barbosa, requereu fosse lavrado em ata, um voto de louvor ao doutor Fernando Abbott, pela forma como se houve na gestão dos negócios públicos.

Mas Júlio de Castilhos foi deposto em novembro do mesmo ano em decorrência do golpe de 3 de Novembro.

Isso fez com que Júlio de Castilhos fizesse aberta e ativa campanha pelo seu retorno ao governo, tentando derrubar o governador general Barreto Leite.

A PRISÃO POR SUBVERSÃO DA ORDEM

Como não houve sucesso na empreitada, inúmeros partidários de Castilhos foram presos no interior do Estado, entre eles, em São Gabriel, o coronel José Gabriel da Silva Lima e o doutor Fernando Abbott, ambos acusados de subverterem a ordem e de unirem tropas para combater a situação.

O doutor Fernando Abbott foi conduzido para Porto Alegre, ficando detido, primeiramente, no quartel da polícia e posteriormente ficou preso sob palavra, instalando-se em casa de sua sogra, na própria capital.

O tempo dessas prisões não excedeu a uma semana, sendo os presos políticos tratados com consideração, não havendo excessos.

Entretanto, a 17 de junho de 1892, em nova investida, Júlio de Castilhos retornou ao poder, depondo o Visconde de Pelotas, que na ocasião dirigia o Estado. Todavia, este, antes de abandonar o governo, o transmitiu ao general João Nunes da Silva Tavares, comandante das forças federalistas em Bagé.

Por sua vez, Júlio de Castilhos, no mesmo dia da retomada do poder, nomeou para o cargo, de acordo com a Constituição de 14 de julho, o doutor Vitorino Monteiro e retirou-se do governo.

Em São Gabriel, com a reviravolta havida, os adeptos de Júlio de Castilhos, em rápida ação tomaram a cidade a 18 de junho, reintegrando no cargo o intendente Francisco Gonçalves das Chagas.

José Serafim de Castilhos, o “Juca Tigre” que exercia as funções, retirou-se para Bagé, onde o general Silva Tavares resolvia sua posição nos acontecimentos, inclusive estudando a possibilidade de formar um governo de oposição.

Nesse meio tempo, ainda em São Gabriel, o doutor Abbott diligenciava em formar uma força para apoiar Júlio de Castilho, caso o general Silva Tavares, entrasse em ação. Contava com forças regulares do Exército e até artilharia.

Graças, porém, à ação pacificadora do doutor Gaspar Silveira Martins, que enviou um memorável telegrama ao general Tavares, não se verificou o confronto.

Tavares dissolveu sua gente, entregando o armamento, ou parte dele, ao coronel Artur Oscar, representante do marechal Floriano Peixoto, vice-presidente da República. A luta fora adiada.

Além da força organizada por Fernando Abbott, contava, ainda, a facção de Júlio de Castilhos, com as aguerridas forças do comando do general Rodrigues Portugal formadas também em São Gabriel.

Em 25 de janeiro de 1893, Júlio de Castilhos disputou nova eleição, sem concorrentes, obtendo 26.377 votos, e voltou a ocupar o antigo posto.

GOVERNANTE PELA SEGUNDA VEZ

Tendo de assumir sua cadeira de senador da República, o doutor Vitorino Monteiro passou as funções de presidente do Estado ao então secretário do Interior, doutor Fernando Abbott.

Em 27 de setembro de 1892 Fernando Abbott voltou, interinamente, ao governo do Estado. No seu segundo período como governador foi um dos maiores combatentes à proposta de um tratado de livre comércio com o Uruguai, argumentando que afetaria a economia gaúcha, principalmente a pecuária.

Ainda no seu governo, a força militar estadual foi reorganizada, tornando-se a Brigada Militar, como é conhecida até hoje.

Em 25 de janeiro de 1893 Abbott transmitiu o governo a Castilhos e, diante da deflagração da Revolução Federalista no mês seguinte, combateu-a ao lado das forças legalistas, embora por tempo limitado.

Os excessos gerados pela entranhada paixão política foram aumentando em extensão, a ponto de se constituírem no pivô da cruenta revolução que ensanguentou o Rio Grande do Sul.

Em São Gabriel, foram mortos nesse período 12 pessoas, entre as quais o jornalista Júlio Mamede.

Decorridos apenas 10 dias de sua posse, as forças federalistas, concentradas na fronteira com o Uruguai, invadiram o Rio Grande do Sul, sob o comando geral do general João Nunes da Silva Tavares. Assim teve início a cruenta revolução de 93.

Segundo o historiador Arthur Ferreira Filho, a “Revolução Federalista” foi um dos raros casos de guerra civil que não obedeceu a qualquer motivo de natureza econômica. Os motivos de sua eclosão foram exclusivamente políticos.

O doutor Fernando Abbott esteve presente no “Combate do Cerro do Ouro”, ocorrido em 27 de agosto de 1893, no interior do município de São Gabriel.

Reeleito deputado federal, iniciou novo mandato em maio de 1894. Em 31 de outubro seguinte, assumiu o posto de enviado extraordinário e ministro plenipotenciário na Argentina, com a incumbência de acompanhar as ações dos revolucionários federalistas
gaúchos naquele país. Tratou também de uma questão de limites, vitoriosa em 1895.

Restabelecida a paz em agosto desse ano, permaneceu na missão brasileira em Buenos Aires até 1897. Em 1906 rompeu com Borges de Medeiros, presidente do Estado desde 1898, que, ignorando a indicação do Partido Republicano Democrático Rio-Grandense (PRDR), tencionava candidatar-se à segunda reeleição consecutiva.

LIDERANÇA POLÍTICA

Positivista e abolicionista, Fernando Abbott fundou em São Gabriel o Clube Republicano e depois, em 1908 fundou, com seu amigo Joaquim Francisco de Assis Brasil, o Partido Republicano Democrático Rio-grandense, pelo qual competiu, como candidato da oposição, à sucessão do governador Borges de Medeiros.

Perdeu a eleição para o candidato da situação, o também médico Carlos Barbosa Gonçalves. Derrotado, mesmo assim conseguiu a expressiva soma de 16 mil votos.

Foi também jornalista, tendo dirigido em São Gabriel vários jornais republicanos, como “O Precursor”, “Zig-Zag” (1885) e “Pátria Nova”. Escritor elegante, jornalista de combate e disseminador de ideias, ele escrevia artigos brilhantes, doutrinários e convincentes.

Retornou então a São Gabriel, onde se dedicou à agricultura. Foi ele que introduziu no município o plantio do arroz. Em sua terra natal clinicou por mais de 40 anos, atendendo enfermos de todas as categorias sociais, pobres, ricos e miseráveis.

Casou-se com Matilde Barreto Pereira, filha de José Inocêncio Pereira e Matilde Barreto Pereira Pinto. Matilde nasceu em 25 de dezembro de 1834 em Jaguari (Uruguai) e foi batizada em 10 de janeiro de 1835 em Bagé (RS).

Em 1914, quando o doutor Fernando Abbott se encontrava em pleno gozo de suas vitalidades físicas, recebeu o reconhecimento de seu povo, que deu o seu nome à praça principal da cidade.

A MORTE DO DOUTOR FERNANDO ABBOT

Faleceu em São Gabriel ao meio-dia de 13 de agosto de 1924, depois de lutar contra incurável doença, cercado da admiração de todo o Rio Grande do Sul, inclusive de seus mais acirrados adversários políticos.

Fernando Abbott morreu assistido pelo seu colega Alcides Menna Barreto Prates da Silva, tendo como “causa-mortis”, insuficiência cárdio renal.

Seu enterro foi o mais concorrido da época e, a seu pedido, todo o numerário que seria gasto em coroas e flores foi doado à Santa Casa de Misericórdia.

No seu mausoléu, no cemitério local, existe a seguinte inscrição: “Ao saudoso e humanitário médico doutor Fernando Abbott, homenagem de seus amigos e admiradores”.

O jornal local “A Reação”, em sua edição de 14 de agosto de 1924 noticiou o acontecimento, escrevendo a certa altura:

“A terra generosa que o viu nascer, recebê-lo-á, hoje, em seu seio misterioso, para o descanso eterno dos que dormem o sono dos que foram sábios e justos”.

A 27 de janeiro de 1932, foi inaugurado no cemitério local um monumento fúnebre, onde repousam os restos mortais do médico humanitário e político destacado.

Além da Praça de São Gabriel, Fernando Abbot é nome de escola em São Gabriel e de ruas em Porto Alegre, Santa Cruz do Sul, São Leopoldo, Canoas, Mariana Pimentel, Estrela, Cacequi, Guaporé, Bagé, Tupanciretã e Venâncio Aires, entre outras cidades.

Em outubro de 2014, em comemoração ao “Dia do Médico”, foi realizada no Museu Nossa Senhora do Rosário Bonfim, a Exposição “Os Abbott e a Medicina de São Gabriel através dos séculos XIX, XX e XXI”.

A exposição foi idealizada pela Associação Médica de São Gabriel, Associação Amigos do Museu Nossa Senhora do Rosário Bom Fim e Santa Casa de Caridade, com apoio da Prefeitura Municipal, através da Secretaria de Turismo, Cultura, Desporto de Lazer.

A população conheceu um pouco da história da família na medicina local, através de fotos e documentos pessoais, culminando com o médico Fernando Abbott Filho, já falecido. (Pesquisa:falecido. (Pesquisa: Nilo Dias)


quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Cantora gabrielense de sucesso

Pouca gente sabe e muito mais desconhece que a cantora Dalila da Silva Costa, ou simplesmente “Dalila”, que fez sucesso nos anos 1960 e 1970, é filha de São Gabriel, onde nasceu em 18 de outubro de 1941.

Ela começou a carreira artística cantando na Rádio Charrua, em Uruguaiana. Atuou posteriormente na Rádio e TV Gaúcha. Em 1963, transferiu-se para o Rio de Janeiro. Em 1964, fez temporadas nas boates Fred's e Top Club.

Nesse ano, lançou seu primeiro LP "A sensação!" pela gravadora Polydor, interpretando as músicas "Devagar com a louça", de Haroldo Barbosa e Luis Reis, "Eu quero um samba", de Janet de Almeida e Haroldo Barbosa, "Samba no chuveiro", de Jacobina e Almeida Rego, "O apito na Escola de samba", de Billy Blanco, "Samba encabulado", de Sergio Leal, "Tchau mesmo", de Billy Blanco, "Crioulo bem", de Alcebíades Nogueira, "Samba rasgado", de Zé Keti e Jaime Silva, "Todo dia é dia de chorar", de Carlito e Romeo Nunes, "Ponta e placê", de Fernando César e Leal Brito, o Britinho, "É o fim", de Zil Mac, e "Desafinado", de Tom Jobim e Newton Mendonça.

No mesmo ano, gravou a marcha "Mulata na passarela", de Erasmo Silva e Sebastião Nunes, para o LP "O grande carnaval de 65" da gravadora Philips que contou ainda com aas participações de Ataulfo Alves, Jackson do Pandeiro, Ivete Garcia, Blecaute, Mário Alves, Noite Ilustrada, Carlos Gonzaga, Ruy Rey e Jair Rodrigues.

Em 1965, lançou, também pela Polydor o LP "Dalila muito mais" com as músicas "Sambamba", de Nonato Buzar, "Samboleio", de Alberto Paz e Édson Menezes, "O verdadeiro samba", de G. Campos e Moacir Vieira, "Quem vem lá", de Jacobina e Murillo Latini, "Ginga sul", de G. Pessanha e Catulo de Paula, "Guarde o teu sorriso", de Umberto Silva, Paulo Aguiar e Luis Mergulhão, "Se for adeus", de Concessa Colaço, "Sonata de quem é feliz", de G. Pessanha e Paulo Aguiar, "Feliz coincidência", de Célio Ferreira e Sebastião Nunes, "Vida ruim", de Catulo de Paula, "Serenata do adeus", de Vinicius de Moraes, e "Paz do meu amor", de Luis Vieira.

Em 1968, gravou o samba " Sou feliz", de Aloísio Machado e Erly Muniz, e a marcha "O retiro do papai", de Avarese e Índios, incluídas no LP "Carnaval 69" da gravadora Copacabana e que incluiu ainda os nomes de Ângela Maria, Trio ABC, Gasolina, Carequinha, Roberto Silva e outros.


Ao longo de sua carreira gravou obras de compositores como Vinícius de Moraes, Luiz Vieira, Catulo de Paula, Nonato Buzar, Tom Jobim, Zé Kéti, Billy Blanco e outros. Ela feleceu em 1 de setembro de 2004. (Fonte e Foto:  Site: Memória da MPB)


quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Lembranças de uma velha máquina de costura

A amiga Marilene Figueiredo Nunes, filha do historiador da cidade, Osório Santana Figueiredo, que há pouco tempo nos deixou, conta em sua página no Facebook, que herdou a máquina de costura que foi de sua mãe, dona Juracy, também de saudosa memória.

Vale a pena publicar a bonita crônica que ela escreveu.

E a máquina entrava em ação e os pés de nossa mãe no pedal da máquina movimentavam-se rapidamente, como as rodas de um trem na travessia dos trilhos. Linhas, dedais, agulhas, tecidos e tesouras eram espalhados pela máquina.

Os pensamentos de minha mãe eram, por certo, alinhavados e costurados nos modelos escolhidos nas Revistas de moda, da época.

A velha máquina guarda a história de nossos cotidianos passados, vividos na infância e juventude. Guarda também afetos e as alegres sensações faceiras em vestir uma roupa nova e sair contente, sem precisar de festa.

Quanta satisfação era sentida ao fechar a tampa da máquina. Era trabalho terminado ,roupa feita! Vendo a máquina, vejo a presença invisível de nossa nossa mãe, sentada e concentrada nas costuras.

Sentimentos com lembranças remendam e também costuram meus pensamentos distantes, que contam nossa história. A velha máquina de Costura e seu valor histórico tem um pouco de nossa identidade, através das lembranças de como éramos e ficamos.

Essas lembranças nos faz entender como somos e que objetos e móveis carregam em seus cheiros um pouco de nós. Costurando e remendando lembranças, para que as boas, nunca sejam rasgadas e perdidas.



terça-feira, 26 de setembro de 2017

Lembrando o historiador

O historiador Osório Santana Figueiredo, grande nome da cultura gabrielense e a ex-vereadora e admirável política gabrielense, Sandra Xarão, num momento para a posteridade. (Foto: Arquivo de Sandra Xarão)