quinta-feira, 17 de maio de 2018

Caiboaté nos anos 60

Patronagem do CTG Caiboaté, na década de 1960. Falta identificação. Se alguém puder ajudar, estamos a espera. (Foto: Página de Valério Teixeira Torres, no Facebook)

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Nas terras do Barão


Ruínas do sobrado do Barão de Cambaí. Localiza-se a 05 Km da BR 290. A Estância do Barão do Cambai também é conhecido como “Sobrado do Cambai”. Do referido Sobrado restam apenas ruínas de paredes de barro com vigas atadas com tentos.

O sobrado foi mandado construir pelo comendador Antônio Martins da Cruz Jobim, que era irmão da viscondessa de Sabóia e do senador do Império, doutor José Martins da Cruz Jobim, médico de renome na corte.

Durante o Segundo Reinado o imperador do Brasil, Dom Pedro II, em excursão, no ano de 1846, visitando a então Província de São Pedro do Rio Grande do Sul, hospedou-se na Estância do Sobrado.

Por serviços prestados no Brasil, quando nosso país participou da Guerra do Paraguai o Comendador Antônio Martins da Cruz Jobim recebeu o título de Barão do Cambai. Além de Dom Pedro II outras pessoas ilustres, quando andavam em inspeção, fizeram da Estância Cambaí um ponto de repouso, a exemplo do Governador da Província e do Bispo daquela época.

A Estância do Barão do Cambai foi construída no centro de uma região ornada por matos e arbustos, aparecendo no ponto alto de um campo, sendo um sobrado com duas escadas laterais e bonitas edificações anexas.

Com toda esta constituição majestosa tornou-se uma Estância de rara beleza e também pela forma que é conhecida alcançou uma significação clássica. Atualmente tem como proprietários o senhor Homero Andrade Moraes e seus descendentes.

Consta, que durante a sua construção, o Barão mandou colocar, nos cantos do sobrado, várias moedas de prata com a data do ano, com a finalidade de marcar a era de sua construção. A fazenda foi considerada pelo médico e escritor alemão R.A. Lallemant como “uma das mais belas de todo o país e, pela situação, talvez a mais bela” , durante sua visita por lá, em 1858. (Foto: Obtidas na página de Pedro Paulo de Souza Soares, no Facebook)

terça-feira, 15 de maio de 2018

A história da nossa Igreja Matriz

A nossa Igreja Matriz é muito bonita. Realmente trata-se de um cartão postal da cidade. Talvez muitas pessoas não saibam de sua história.

Pois bem, vamos aproveitar a oportunidade que o jornal “O Fato” nos proporciona, para contar algumas coisas sobre ela, tomando por base o que está inserido no livro “São Gabriel na História”, de Aristóteles Vaz de Carvalho e Silva, que guardo em minha biblioteca.

A história da Matriz teve início com a escolha do local onde seria erguido o templo. Em 18 de novembro de 1848 a Câmara Municipal de São Gabriel já tinha se decidido pelo lugar mais alto da Vila.

A Comissão organizada para dirigir as obras da Igreja Matriz foi nomeada em 13 de março de 1861, através de oficio do Governo Provincial, assinado por Joaquim Antão Fernandes Leão, enviado ao secretário da então Comissão Construtora, Francisco Xavier Metello.

Foi indicado para presidente o senhor Antônio Martins da Cruz Jobim, o “Barão do Cambai” e os seguintes membros: coronel Tristão José Pinto, capitão Manoel Ribeiro Baltar e Luiz Gonçalves das Chagas, o “Barão de Candiota”.

Na ausência de seu registro de batismo, há dúvidas quanto ao local exato do nascimento de Chagas. Embora se diga que Herval e Piratini são as hipóteses mais prováveis, o historiador Osório Santana Figueiredo, em seu livro "Barão de Candiota – Vila de Tiaraju” conta que ele nasceu na Estância do Espinilho, zona rural de São Gabriel, em 1815.

Seu falecimento ocorreu em 13 de junho de 1894. Em 1900 o corpo foi transladado para o jazigo da família no cemitério de São Gabriel

Com base em heranças e em aquisições a partir da década de 1840, tornou-se proprietário de grande extensão de terras nos atuais municípios de São Gabriel, Santa Maria, São Vicente do Sul, Lavras do Sul, Bagé, Pinheiro Machado e Candiota.

Era um homem tão rico, que se poderia ir das coxilhas de Santa Maria à cidade de Bagé sem cruzar por outros campos que não fossem os de sua exclusiva propriedade. Falam que seria dono de 500 mil hectares, o equivalente a cerca de 2% do território gaúcho.

Somente em 14 de março de 1863 foi lançada a pedra fundamental da Igreja Matriz, sendo a primeira argamassa posta pelos barões de São Gabriel, João Propicio Menna Barreto e do Cambai, Antônio Martins da Cruz Jobim.

Na época que teve inicio a construção, se previa um prédio com capacidade para mil pessoas. Naquele tempo, a população de São Gabriel era de apenas cinco mil habitantes, o que não dava condições financeiras para consolidar a obra em pouco tempo.

Quando Dom Pedro II visitou São Gabriel, em janeiro de 1846, prometeu à Comissão dois contos de réis para auxiliar nas obras. Examinando em Porto Alegre a Caixa da Tesouraria, não havia ali tanto dinheiro. Havia sim fidelidade na administração, e a importância veio posteriormente.

O SURGIMENTO DA IGREJA DO GALO

A Comissão, em vista das circunstâncias, resolveu levantar uma capela maior, provisória, que passou a funcionar como Matriz. Assim surgiu a “Igreja do Rosário e Bom Fim”, conhecida popularmente como “Igreja do Galo”, que hoje, depois de restaurada abriga um museu.

Dom Sebastião Dias Laranjeira, 2º bispo da Província de Rio Grande, visitou essa Igreja e a Paróquia, de 7 a 11 de fevereiro de 1864, recomendando ao vigário padre João P. Veras e fiéis de continuarem a construção do templo.

Em dezembro de 1875 ele fez uma segunda visita a São Gabriel, tendo governado a Diocese por longos 27 anos. Faleceu em 13 de julho de 1888.

Não consta no Arquivo Paroquial a data em que começou a funcionar a nova Matriz. O certo é que Dom José Gonçalves Ponce de Leão, 3º bispo de Rio Grande, de 22 a 26 de abril de 1892 visitou São Gabriel e administrou os sacramentos na Matriz improvisada.

Ponce de Leão faleceu com 83 anos de idade, no dia 26 de maio de 1924, na cidade do Rio de Janeiro. Os seus restos mortais foram transferidos para a capital gaúcha a 28 de maio de 1934 e se encontram no recinto da Catedral Metropolitana de Porto Alegre.

Na Revolução de 1893 a 1895, as forças federalistas ocuparam São Gabriel, escolhendo a Matriz para hospital de sangue, o que, felizmente não se consolidou, porque o general Francisco Portugal obrigou a retirada dos adversários sob o comando do coronel Ismael Soares.

Em 4 de setembro de 1908 foi resolvido pela conclusão das obras da Matriz. Auxiliados por uma distinta Comissão de senhores e senhoras e a generosidade do povo, a segunda torre foi terminada em 27 de julho de 1910.

Seguiu-se o reboco externo da Igreja, a colocação de janelas laterais, novas portas, três altares feitos em Caxias do Sul, confessionários, mesa de comunhão, púlpito, novos paramentos, estátuas artísticas da Fábrica Stinflesser, da Áustria e três sinos de Hamburgo, Alemanha.
               
Para a remodelação interna do templo, Dom Hermeto, bispo diocesano, aprovou as seguintes comissões: senhores Propício Menna Barreto, José Lourenço Lisboa, José F. Lima, Z. Castro e Serafim Silvestre Oliveira. Senhoras: Chiquinha Fontoura da Silveira, Palmyra Vieira da Silva, Alice Norberto Bica, Ritinha M. Casado e Celeste d’Oliveira.

Este trabalho durou quatro anos. A pintura e decoração foram executadas pelos artistas Guilherme Schumacher e Ricardo E. Wagner. As colunas, o forro, o coro, tudo de cimento armado, estiveram aos cuidados dos técnicos Júlio Dietzmann e Homero Macedo, sendo acabados com perfeição. O soalho de madeira foi substituído por mosaicos.

Enfim, aos 7 de dezembro de 1924, em solene procissão, assistida pelo povo, transferiu-se os Santíssimos Sacramentos da Igreja do Rosário para a nova Matriz, onde foi celebrada uma Missa de Ação de Graças, pelo monsenhor Henrique Rech.

OS MAÇONS E A IGREJA MATRIZ

Com toda a certeza são poucas as pessoas que tem conhecimento de que foram os maçons, em 1878, que decidiram concluir as obras de construção da Igreja Matriz, que só findaram em 1924. A história oficial conta isso, mas a Rocha Negra mantém até hoje a política de fazer sem divulgação ou publicidade.

Em 1 de outubro de 1878 a Administração da Loja resolveu concluir as obras. A Rocha Negra sempre teve um bom relacionamento com a Igreja Católica. O fato se passou da seguinte maneira:

As obras de construção da Igreja estavam muito demoradas, tendo sido paradas por diversas vezes. Apesar de ter sido lançada a pedra fundamental em 14 de março de 1863 e a primeira argamassa colocada pelo marechal João Propicio Menna Barreto, o “Barão de São Gabriel” e por Antônio da Cruz Jobim, o “Barão de Cambai” em 1878 achava-se o serviço suspenso por falta de dinheiro.

Na Sessão Solene realizada em 1 de outubro daquele ano, resolveu a Loja que o produto da coleta costumeira das sessões, angariado no decurso de dois meses, fosse destinado a auxiliar o prosseguimento da construção do templo católico e que cada maçom ficasse munido de uma lista para conseguir donativos para o mesmo fim.

Consultando-se as atas subsequentes, vê-se que as listas já acusavam em 19 de novembro um total de Rs.1.300$000, quantia avultada para a época, fora o material de construção oferecido.

Registrou-se ainda em 21 de janeiro de 1879, a oferta de Rs. 200$000, feita pelo associado da Loja, doutor Augusto Álvares da Cunha, permitindo esses recursos o reinicio, em 27 do mesmo mês, das obras da Igreja, que foram, como se vê, custeadas, nessa fase de construção, por importâncias angariadas pela Maçonaria.

A EVOLUÇÃO DE SÃO GABRIEL

Perde-se no tempo a época exata em que foram erguidas as primeiras capelas em território gabrielense. Até porque antigamente Igreja e Estado andavam lado a lado, o que não acontece mais hoje, desde que foi estabelecida a igualdade jurídica para todas as religiões.

Por essa aproximação entre Igreja e Estado é que encontramos na história antiga, com respeito a evolução das populações, as denominações de “capela curada”, freguesia”, “curatos”, etc., antes dos termos usuais de “povoados”, “vilas” e “cidades”, adotados pelo governo civil.

Assim que as “capelas curadas”, ou simplesmente os “curatos” tinham como chefes espirituais e mesmo materiais os curas ou párocos. Estes eram nomeados pelos bispos que, antes deviam obter o consentimento do governador, seguindo no currículo todas as normas consubstanciadas no direito canônico.

Por outro lado a “freguesia” era um posto mais elevado e importante na hierarquia da Igreja e só era atingida quando a população embrionária ganhava certa importância na colônia, tanto na evolução social como em número de habitantes.

Dentro dessa orientação esquemática, ascensional, São Gabriel obteve o título de “Capela Curada” em 28 de novembro de 1815, tornando-se subsidiária da Matriz de Nossa Senhora da Conceição da Cachoeira, da povoação do mesmo nome. Passou a “Freguesia” em 23 de dezembro de 1837, em consequência da lei Provincial da mesma data.

AS PRIMEIRAS CAPELAS

Estabelecido esse roteiro, cumpre localizar agora as primeiras capelas que existiram em São Gabriel, segundo descrição de Octávio Augusto de Faria, um dos fundadores do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Sul, em seu esboço de monografia de São Gabriel.

Os primitivos habitantes da nova povoação levantaram um rancho coberto de palha, mais tarde substituída por telha, no lugar em que esteve durante muito tempo erguida a Capela do Anjo Gabriel, cuja imagem foi para ele conduzida.

Durante algum tempo nesse rancho celebraram-se os atos divinos. Logo depois de transladada a imagem para aquele local, tirou-se um terreno acima do Passo da Lagoa, e nele, por toda a margem do rio, construiu-se uma olaria para o dito Anjo.

Tempos depois esses terrenos foram povoados, tomando o nome de “Aldeia dos índios”. Até ali os ofícios religiosos eram exercidos por dois sacerdotes espanhóis, aos quais substituiu o padre Felisberto, que mais tarde foi nomeado cura.

Este sacerdote tentou levantar uma igreja própria para o Arcanjo Gabriel e para tal consultou os senhores Fidélis Nepomuceno Prates, Thomaz Ferreira Valle, Francisco José Carvalho, Bernardo José do Canto e outros, que concordaram com a ideia.

Então o cura mandou abrir os alicerces na parte leste da praça destinada a povoação, para erguer a Igreja. Mas depois dos alicerces prontos, verificou-se que a construção do edifício acarretaria custos que as condições e o número de devotos não comportariam. Em vista disso foi levantada uma pequena capela para o Anjo.

No lugar onde deveria ser erguida a Igreja grande, construiu-se uma meia água, para nela ser guardado o material e as ferramentas dos carpinteiros que trabalharam na edificação da pequena capela.

Já o monsenhor Henrique Rech, que exerceu sua piedosa tarefa em solo gabrielense por 50 anos, revelou que a primeira capela foi erguida no Cerro do Batovi, antes de 1801.

Quando o religioso lá chegou, em 1900, o templo estava em ruínas. Ela foi reconstruída no mesmo local por iniciativa da firma Antônio Maria Martins, e solenemente benta e inaugurada em 20 de outubro de 1920.

Já documentos juntados por Fortunato Pimentel e Nepomuceno Prates, mostram que a primeira capela da cidade de São Gabriel foi edificada em terrenos junto do rio Vacacai.

Em 7 de dezembro de 1814, no Auto de Medições, a Comissão Suplicante, de que fazia parte o brigadeiro João de Deus Menna Barreto e Tomé Francisco da Silva, requereu ao Juiz das Sesmarias, capitão Paulo Nunes Jardim, que mandasse medir o terreno, para erguer a Capela de São Gabriel, em terreno encostado no rio Vacacai.

No Arquivo Paroquial consta um oficio do senhor Manoel dos Santos Corrêa ao senhor capitão Fidélis Nepomuceno, dizendo que já em 1831 existia na pequena povoação da futura cidade a Irmandade do Anjo Gabriel, que mesmo com pouca gente construiu a primeira Capela ao seu glorioso patrono.

A imagem do Anjo Gabriel foi em 1831 conduzida da Estância São Rafael, de Adolfo Charão, no Batovi, para ser venerada nessa capela primitiva. E em 31 de março de 1835 ela já possuía todas as alfaias necessárias ao culto. Hoje em dia, lamentavelmente, não existem mais vestígios dessa capela.

A IGREJA DO BECO DO IMPÉRIO

Embora não existam documentos dando a data da instalação, por ter ocorrido o desaparecimento ou destruição do livro “Tombo Eclesiástico” da época, existiu a “Capela do Espírito Santo”, conhecida popularmente por “Igreja do Beco do Império”, situada na face fronteira à Praça Doutor Fernando Abbott, onde hoje está (ou estava) localizado o antigo palacete da Família Macedo Casado.

Alguns antigos moradores especificaram que a Igreja era servida por amplas escadas laterais e, possuía inclusive uma escola primária, dirigida pelo próprio pároco que fazia as vezes de professor.

Mais outro templo constava existir entre as ruas Barão do Cambai, General Câmara e Barão de São Gabriel. O templo não pode ser terminado, ficando apenas nas paredes laterais e devia sua construção a uma irmandade religiosa de negros.

No livro “Rio Grande do Sul”, de autoria de Wolfgang Hoffmann Harnisch, consta uma apresentação das igrejas de São Gabriel:

A construção mais antiga talvez seja a Igreja Nossa Senhora do Bonfim, que serviu de Sé até a construção da Igreja Matriz. Esta, no inicio, estava provida apenas de uma torre, a do lado esquerdo, não havendo ainda a do lado direito, como provam as gravuras existentes.

Na Sacristia da Igreja Matriz existem duas imagens que merecem atenção: uma de São Miguel, cuja balança que tinha nas mãos perdeu-se. E um crucifixo, cuja estilização severa e surrealismo dão logo na vista.

Uma escultura extremamente interessante encontra-se na pequena Igreja São José. Trata-se dum Santo Isidoro que, pela exuberância das obras da indumentária e do manto, pelas gorgueiras e punhos, deve ser do Baixo-Reino ou da Holanda. (Pesquisa: Nilo Dias - Matéria publicada no jornal "O Fato", de São Gabriel, edição de 9 de Maio de 2018)

Igreja Matriz em 1920. (Foto: Isaias Evangelho)

quarta-feira, 9 de maio de 2018

Bodas de Ouro do casal Elody e Rui

O casal amigo Rui Menezes e Elody comemorou no último dia 4, sexta-feira, 50 anos de casados, um acontecimento que foi muito comemorado por familiares e amigos. Rui e Elody casaram no distante 4 de maio de 1968.


Data mereceu grande comemoração.

Bonita lembrança do casamento de Elody e Ruy, 50 anos atrás.

domingo, 6 de maio de 2018

Do fundo do baú

O amigo João Francisco Simon caprichou ao buscar essa foto do seu álbum de recordações, lá no fundo do bau. Foi num baile no Clube Comercial, no distante ano de 1966. Portanto, há 52 anos atrás. Dividem a mesa, João Simon, Regina Simon, Jany Simon Ferraz e Norma Simon.

segunda-feira, 30 de abril de 2018

Um craque inesquecível

José Antônio Ducos, ou simplesmente “Ducos”, foi um dos grandes jogadores que atuou no futebol de São Gabriel, nos áureos tempos de Esporte Clube Cruzeiro e Grêmio Esportivo Gabrielense.

Gaúcho de Santana do Livramento, nasceu em 12 de maio de 1924. Mas pelo fato de seus familiares residirem em Rivera, sempre se considerou um uruguaio brasileiro.

Começou a carreira de futebolista no Club Atlético Oriental, de Rivera, onde jogou de 1938 até 1940. Depois foi para o Peñarol e posteriormente o Huracán, todos também de Rivera. Paralelamente jogava basquete pelo Atlas, da mesma cidade.

Em 1945 foi jogar pela primeira vez no Brasil, sendo contratado pelo Fluminense, de Santana do Livramento, onde passou a ser chamado de “Menino de Ouro”. Em 1947 o desportista Pascoalito, de Livramento e torcedor do Fluminense, indicou o zagueiro ao amigo Luiz Dupont, dirigente e torcedor do Grêmio Esportivo Bagé. Foi assim que "Ducos" chegou ao jalde-negro, onde permaneceu até 1954.

Nesse ano foi jogar no Esporte Clube Cruzeiro, de São Gabriel, levado pelo saudoso desportista Helvécio Siqueira Prates, um dos monstros sagrados do Bagé e que foi presidente do áureo-cerúleo gabrielense. “Ducos” ficou no Cruzeiro até o ano de 1960.

“Ducos”, mesmo dizendo que gostava muito do Cruzeiro e de São Gabriel, salientava que os seus grandes momentos foram vividos em Bagé, onde conheceu Iliana, sua esposa, e onde nasceram os filhos Carlos Alberto, casado com Jane, José Antônio e Liliane, casada com Sérgio Torrontegui e os netos.

Mesmo observando que esteve definitivamente enraizado em Bagé, não esquecia que teve muitos amigos em São Gabriel. Defendendo o Cruzeiro foi finalista do Campeonato Estadual em 1959, contra o Grêmio. E durante 7 anos campeão da cidade.

Não esqueceu que quando chegou em São Gabriel os diretores frequentavam a Copa do Clube Comercial. Todos bebiam vinho e ele se sentiu na obrigação de também botar vinho na mesa.

Quando veio a conta, as duas garrafas que pediu somavam três mil cruzeiros. Reclamou e ouviu do garçom que o pessoal do Cruzeiro só bebia vinho chileno. Mesmo ganhando somente mil cruzeiros por mês, não teve jeito, pagou. E amargou um arrependimento por vários dias.

Lembrava muito do goleiro Paraguaio e também de Orli, Caboclo, Portuário, Nadir, Flávio e Zezo, companheiros de time e de Helvécio Siqueira Prates, que era o presidente do clube e responsável por sua ida para São Gabriel.

E de jogadores do futebol de Bagé nunca esqueceu de Cross, Saul Mujica, Sérgio Cabral, Saul, o “Castelhano”, Nascimento, Calvete, o “Tóia”, Rubilar, Rui Garrastazu, Tupâ e Tupãnzinho, Leivas, Max, Ballejo, Athaydes, Bataclan, Barradinha, Carioca, Solis Rodrigues e muitos outros. (As informações e fotos são do arquivo de Carlos Alberto Ducos)

"Ducos" e família.

"Ducos", a esposa Iliana e os filhos Beto e Liliane, em São Gabriel.

1956. "Ducos", Iliana e Liliane, passeando em São Gabriel.

"Ducos", no Grêmio Bagé.

"Ducos" , no Cruzeiro, de São Gabriel.

Atletas do Cruzeiro, de São Gabriel. "Ducos" está no meio. "Caboclo" de braços cruzados. O primeiro não sei quem é.

Esta foto é especial. "Ducos" é o penúltimo em pé. E o segundo, também em pé, é Alceu Collares, que além de ter sido governador do Estado jogou no Grêmio Bagé.

Time do Cruzeiro, de São Gabriel. "Ducos" é o penúltimo, em pé, a contar da esquerda para a direita.

Atletas do Cruzeiro, de São Gabriel reunidos no gramado. "Ducos" é o terceiro agachado, ao lado de "Caboclo".

Uma foto histórica. A delegação do Bagé, em Montevidéu, quando da festa dos 63 anos do Penãrol. "Ducos" está presente, na primeira fila, bem ao meio.

Cruzeiro, de São Gabriel. "Ducos" é o penúltimo em pé, a contar da esquerda.

Darcy, Ducos e Montagna. (Foto: "Revista dos Esportes", que era editada em Pelotas)

sexta-feira, 27 de abril de 2018

A pose do gaúcho

Esta foto do amigo Milton Chotquis é sensacional. Ele foi de uma felicidade imensa ao encontrar um gaúcho, devidamente pilchado, encostado no muro do Hotel Glória. E dá margem para tirar de duas, uma conclusão: ou estava apenas descansando ou havia tomado umas e outras e tirava uma soneca improvisada.

quinta-feira, 26 de abril de 2018

Maravilhas do campo

A professora Daiane Bento de Moura, gosta de passar seus momentos de folga na zona rural. Se diz uma apaixonada pela imensidão dos campos e sabe lidar com tudo o que diz respeito a criação de animais. Também é uma adepta fervorosa do tradicionalismo. Vejam abaixo esta bela coleção de fotos que se encontra em sua página no Facebook, e que tomei a liberdade de publicá-las aqui. 








quarta-feira, 25 de abril de 2018

*O Roberto, que vende ervas de chá num grande balaio, está bem vivo amigo Nilo Dias e è uma figuraça. Ouvi dia desses suas histórias lá na Praça Fernando Abbott. Daria um livro. Grande abraço e parabéns por suas colunas. Leio todas!!!!

Ivonir Leher

Com referência a postagem "O vendedor de ervas de chá". Link:


https://www.blogger.com/blogger.g?blogID=3765766403064658429#editor/target=post;postID=1548154175448251258;onPublishedMenu=allposts;onClosedMenu=allposts;postNum=21;src=postname

Lembrando um grande amigo

Sem querer encontrei na página da amiga Nilvanes Jobim esta bonita lembrança. Ela, ao lado do saudoso grande amigo Carlos Dácio de Assis Brasil, o "Tio Caio", que deixou muita saudade.

terça-feira, 24 de abril de 2018

Um show de orquídeas

A senhora  Lúcia Otilia Brenner Gonçalves transformou sua residência numa verdadeira filial do paraíso, cultivando com dedicação e carinho a sua coleção de orquídeas, que tornam o lugar um ambiente maravilhoso. As fotos são de sua página no Facebook.









domingo, 22 de abril de 2018

sexta-feira, 20 de abril de 2018

Que bela lembrança

São Gabriel já teve nos seus bons tempos, uma equipe de basquete, como bem mostra essa verdadeira relíquia, que achei na página do saudoso amigo Gastão Dubois, no Facebook. E tem uma curiosidade digna de registro: a foto é do tempo em que o Ginásio de esportes não contava ainda com cobertura.

Não sei qual a formação desse time, mas segundo a legenda que Gastão colocou, nela estão Fernando Camargo, Neguinho Edson, Nairo Henrique Gonçalves Vidal, Cafézinho, Gladis Berbigier, Souza, Arnulfo Marques Huerta, José Carlos Facin, Pelé, Tiago Porciúncula, Lampert e Elmano Leal, não sei se nessa ordem.

Gastão faleceu em abril do ano passado, vítima de um infarto fulminante, aos 69 anos de idade. Gastão, que era gabrielense de nascimento trabalhava como assessor de imprensa do time do Avai.

Era também radialista, sendo narrador, repórter e comentarista, tendo trabalhado na extinta TV RCE e em outros órgãos ligados ao esporte. O corpo foi cremado em Palhoça (SC).

Gastão Dubois havia adotado Florianópolis há muito tempo como sua segunda terra natal. O seu neto, Leonardo Dubois, explicou que Gastão sentiu-se mal e foi levado para a UPA, onde chegou com dores e não resistiu. Deixou a viúva Dona Dina, o filho Luiz Gastão e netos.

quarta-feira, 18 de abril de 2018

Círculo Operário Gabrielense

Fundado em 12 de setembro de 1937, filiado a Federação dos Círculos Operários do Rio Grande do Sul, em 24 de maio de 1945, teve sua sede provisória em diversas residências particulares para finalmente em 1940 construir sua sede própria em amplo terreno no centro da cidade adquirido por doação do município, onde se mantém até hoje.

Desde a sua fundação é uma entidade filantrópica e socorrista, assistencial e religiosa sob amparo da Igreja Católica. Atuou até certo tempo como entidade de classe e precursora dos diversos sindicatos hoje em atuação. Foi precursor do atual Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Santa Margarida do Sul, já que naquela cidade, havia um Núcleo Circulista. (Foto: Página de Luis André Lopes Lemes, no Facebook. Texto: Página da Federação dos Círculos Operários do Rio Grande do Sul, na Internet)

terça-feira, 17 de abril de 2018

Abraço de urso

Em 1981, eu trabalhava na Rádio Batovi, que tinha na direção o amigo Paulo Gilberto Hoher. A emisora tinha sido fundada há pouco tempo, e ainda dentro das festividades alusivas ao evento, foi marcado um show do cantor nativista Dante Ramón Ledesma, no antigo Cine Vitória.

O Paulo Gilberto Hoher, que era amigo do cantor, resolveu homenageá-lo com uma churrasco, na sede do antigo Clube de Diretores Lojistas (CDL), hoje Câmara de Diretores Lojistas, na rua Barão de São Gabriel.

O pessoal da rádio foi todo assistir o show. Só eu fiquei para preparar o churrasco. Chovia muito e eu me esbaldei a tomar caipirinha. O churrasco ficou bom, mas eu nem tanto assim. Quando a turma chegou do show eu dei um abraço no Dante Ramón Ledesma, que estava vestido todo de branco. 

Minhas mãos, pretas de carvão ficaram estampadas em suas costas. O Dante estava acompanhado da esposa e nós tivemos de fazer “gato” e “sapato” para não deixá-lo de costas para ela.

A festa terminou e eles foram embora para o hotel. E eu não quero nem pensar no que aconteceu por lá, quando ele retirou o casaco branco e se deparou com aqueles dedos pretos de carvão, gravados em suas costas. Foi um autêntico abraço de “urso”. Acontece.


segunda-feira, 16 de abril de 2018

Reliquias militares

Clarim que tocou o último "Silêncio" do 3º Regimento de Cavalaria Motorizada (CRM) , em São Gabriel. No dia 2 de setembro de 1942, tornou-se sede dessa unidade do Exército. A extinção aconteceu em 31 de maio de 1969.

Nesse ano, no dia 24 de julho ocupava a Legendária Caserna o 6º Batalhão de Engenharia e Combate, vindo com transferência da capital do Estado permanecendo até hoje, por onde passaram-se muitas histórias. (Fonte: Geraldo Tiaraju Barbosa)

Corneta que tocou a primeira "Alvorada" no 6º BE Cmb. (Fonte: Geraldo Tiaraju Barbosa) 

domingo, 15 de abril de 2018

Encontro de tradicionalistas

Pena que eu não tenha nem idéia de quando e onde foi tirada essa foto, que com certeza se constitui em verdadeira reliquia. Está na página do amigo professor Luiz Maneghello, no Facebook. Não tenho condições de identificar a todos, por isso peço a ajuda de alguém que possa dizer quem são.

O segundo é Luzardo Mello, ex-vereador, o quarto o ex-prefeito Ramiro Meneghello, pai do professor Meneghello, ao seu lado o ex-vereador  Idalino Ramos, o penúltimo é Roberto Ferrony. Os demais não lembro os nomes.

sábado, 14 de abril de 2018

Um castelo no Pampa gaúcho

O castelo fica em Pedras Altas, mas a história mora em São Gabriel. Assis Brasil era gabrielense de nascimento. E construiu um castelo em estilo medieval para dar de presente a sua esposa Lídia de São Mamede, filha de um conde europeu e que residia em um local semelhante na Europa.

O castelo está tombado desde 1999 pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado. Pena que hoje se encontre em progressiva degradação. O prédio tem 44 cômodos, inúmeras peças históricas e uma valiosa biblioteca de 8 mil volumes.

O castelo mantém até hoje móveis trazidos de Nova Iorque. Foram instaladas 12 lareiras, espalhadas pelo prédio para enfrentar o rigoroso inverno do pampa gaúcho. A quantidade de objetos históricos impressiona. Um deles é uma prosaica janela que ainda preserva os vidros quebrados durante a invasão dos chimangos. “Toda a casa deve ter suas cicatrizes”, explicou Assis Brasil para justificar a manutenção dos cacos de vidro que perduram na janela.

Assis Brasil queria provar que era possível ser homem do campo sem ser rude. Assis Brasil queria enobrecer o campo. Para enobrecê-lo, ele não apenas comprou livros, mas também introduziu no local (e no Brasil) os gados Jersey e Devon, a ovelha Karakul e o cavalo árabe.

Tinha a tese — na época revolucionária — de que uma área pequena e bem trabalhada poderia produzir mais do que as tradicionais fazendas gaúchas, onde o gado era criado sem maiores cuidados. Havia uma estação de trem próxima ao castelo, hoje desativada. Ali embarcavam animais das raças Devon, Jersey, Karakul, além da lã de ovelha, banha de porco, queijos, manteiga e frutas secas.

No sonho de Assis Brasil, o trabalho caminharia junto com a educação. “O arado e o livro são ferramentas do progresso”, escreveu. Depois de trabalharem na terra, os trabalhadores poderiam estudar.

O que Assis Brasil não previu foi que a fazenda poderia até sobreviver de sua produção, mas jamais sustentar um oneroso castelo que se ressentiria das infiltrações naturais do clima úmido do Pampa. O castelo tem aparência medieval, mas seu projeto trazia novidades exclusivas, como o fato de os banheiros ficarem dentro da fortaleza, numa época em que a lei mandava instalar sanitários fora das casas.

O castelo não é apenas um curioso exemplar arquitetônico, ele tem história. Ali, deu-se a assinatura do acordo de paz que encerrou a revolução gaúcha de 1923.  Em sua biblioteca foi assinada a paz de Pedras Altas entre as forças políticas que apoiavam Borges de Medeiros e suas enjoativas reeleições — foi presidente do Estado entre 1898 e 1927 — e aquelas que se insurgiam contra o fato.

A paz foi assinada em 14 de dezembro de 1923. A Revolução de 23 durou apenas 11 meses, mas assustou um Estado onde — com suas degolas — estavam presentes as lembranças da guerra de 1893, o mais sangrento dos confrontos da história do Rio Grande.

O castelo em sua magnitude. (Foto: Assis Brasil)

O castelo visto por uma das laterais (Foto: Cecília Assis Brasil)

Foto antiga do castelo, ainda em toda a sua plenitude. (Foto: Almanaque Literário)

O retrato atual do castelo mostra a situação de abandono em que se encontra. (Foto: Almanaque Literário)

Eis a filosofia do criador do castelo, Joaquim Francisco de Assis Brasil: Suor e sabedoria.

Portão de ferro. (Foto: Portal Férias)

Chalé. (Foto: Portal Férias)


A biblioteca, composta de 15 mil exemplares, foi construída a partir de um profundo estudo sobre a orientação solar para evitar a proliferação de mofo. O lugar abriga obras em inglês, francês, português e latim. (Fotos: Almanque Literário)

Estábulo. (Foto: Pinterest)

Criação de gado Devon. (Foto: Portal Férias)

Piano. (Foto: Pinterest)

Lavabo. (Foto: Pinterest)

Caixa d'água. (Foto: Pinterest)